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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O que dizem caciques de PT e PDT no Ceará sobre manter aliança no estado

Em meio a ataques de Ciro a Lula e pressão petista por retirada do ex-ministro da disputa presidencial, partidos vivem crise em sua bem-sucedida aliança

Por João Pedroso de Campos 11 jun 2022, 09h28

Na disputa presidencial Ciro Gomes (PDT) endurece os torpedos em direção ao ex-presidente Lula.  Enquanto isso, o PT assedia o PDT pela retirada da candidatura do ex-ministro, dentro de uma tentativa de vitória em primeiro turno. No Ceará,  os dois partidos estão às voltas com uma indefinição sobre a continuidade de sua bem-sucedida aliança no estado, berço político do clã Ferreira Gomes. Como mostra reportagem de VEJA desta semana, o centro da divergência no Ceará se dá em torno da definição do candidato do grupo ao Palácio da Abolição.

O PDT tem como pré-candidatos a atual governadora, Izolda Cela, e o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, favoritos à escolha, além do presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, e o deputado Mauro Filho. Ciro Gomes prefere Roberto Cláudio, alvo de resistência do PT, em parte por ser um político muito ligado a Ciro, parte por seus embates com petistas nas eleições à prefeitura em 2012 e 2016. Ao PT caberá indicar a vaga ao Senado na chapa, já reservada ao ex-governador Camilo Santana, mas os caciques petistas cearenses também têm preferência clara por Izolda na cabeça de chapa. Cortejada por acenos públicos de Santana, a quem substituiu em abril, a governadora tem proximidade com o PT e é casada com um quadro histórico do partido no estado, o ex-prefeito de Sobral Veveu Arruda.

Pedetistas afirmam que o veto a Cláudio é “injustificável” e que cabe ao partido definir seu candidato. “Nenhum dos quatro pré-candidatos tem qualquer tipo de mácula que possa justificar um veto. O PDT vai definir e esperamos que a aliança se mantenha”, diz o presidente do partido no Ceará e líder pedetista na Câmara, André Figueiredo. Ciro já esbravejou contra o que chamou de “intrusão” dos petistas na escolha e subiu o tom: não descartou um rompimento e classificou parte do PT no estado como corrupta.

Petistas, por sua vez, veem na posição de Ciro sobre Cláudio um movimento para desmanchar a aliança e costurar um palanque mais alinhado e fiel a si no estado. “Queremos manter a aliança, mas depende do PDT. Temos opinião por um nome que agregue os partidos da base, tenha a cara de Camilo e dialogue com Lula. Sem esses pressupostos, podemos ter candidatura própria”, diz o deputado José Guimarães (PT-CE), coordenador da montagem de palanques estaduais da campanha de Lula e cogitado como candidato petista ao governo cearense. Diante dos ataques de Ciro a Lula, uma parte do PT cearense defende abertamente a quebra do acordo a uma candidatura própria.

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