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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O político que pode atrapalhar as pretensões presidenciais de Lula

Dificuldade gira em torno da aliança com o PSB, considerada fundamental para as eleições deste ano

Por Diogo Magri Atualizado em 21 fev 2022, 10h23 - Publicado em 21 fev 2022, 10h19

Em sua saga por aliados com o objetivo de fortalecer sua candidatura nacional, Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência da República, tem enfrentado alguns obstáculos. O mais recente deles veio de Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, até então o partido mais cotado como casa do vice na chapa de Lula.

Siqueira pouco se manifesta publicamente, mas sua resistência à coligação com o PT parte da insatisfação de alguns membros do PSB. De um lado, os governadores Flávio Dino (MA), Paulo Câmara (PE) e o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, defendem a aliança com Lula. De outro, Renato Casagrande (ES) os acusa de não pensarem no partido, e sim em suas candidaturas. O prefeito de Recife, o psbista João Campos, também está indeciso sobre a coligação. A resposta petista foi lançar o senador Fabiano Contarato como pré-candidato ao governo do Espírito Santo, onde Casagrande deve concorrer à reeleição.

Em São Paulo, a discussão é simbolizada por Márcio França e Fernando Haddad. Siqueira já afirmou que o PSB escolheu França como candidato ao governo, enquanto o PT insiste no nome de Haddad. A pesquisa mais recente do Ipespe apontou que Haddad teria 38% num cenário sem França concorrendo, o que diminui consideravelmente na enquete com a presença do psbista. Segundo o Metrópoles, Freixo teria irritado Carlos Siqueira ao apoiar o pré-candidato petista ao invés do colega do partido. “É um infiltrado do PT”, disse Siqueira, que também teria batido o telefone na cara de Haddad quando este tentou convencê-lo.

Quando se pronunciou, em entrevista à Folha de S. Paulo, no dia 4 de fevereiro, Carlos Siqueira anteviu que teria “muita dificuldade” em aprovar a aliança no diretório nacional do partido. “O essencial a ser examinado é se o PSB quer continuar tendo sua política e decidindo as coisas essenciais ou [se quer estar] numa estrutura que tem essa configuração com a maioria de um partido”, declarou. 

O PSB é o partido mais cotado para acolher Geraldo Alckmin, que desponta como provável candidato a vice-presidente de Lula. A princípio, apesar das desavenças estaduais, a ideia segue em pé para ambos os lados. O petista quer anunciar seu vice durante as próximas semanas. E Carlos Siqueira também aprovou, em entrevista dada ao UOL no último 17 de fevereiro: “[Alckmin] é convidado [para vir ao PSB], bem-vindo e só não vem se não quiser — e também só não será vice-candidato se o presidente Lula não quiser”.

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