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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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O polêmico encontro entre Bolsonaro e o embaixador de Israel

Reunião 'surpresa' teve exibição de fotos dos ataques dos Hamas a israelenses; PT diz que diplomata se 'intrometeu indevidamente' em política interna

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 9 nov 2023, 20h51 - Publicado em 9 nov 2023, 18h57

O encontro entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, tem gerado mal-estar entre integrantes e aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta quinta-feira, 9, a presidente do PT, Gleisi Hoffman, afirmou que o diplomata se intrometeu “indevidamente” na política interna brasileira e condenou o que chamou de “manipulação” de um conflito, entre Israel e o grupo palestino Hamas, em que o Itamaraty tem atuado na construção de uma “solução pacífica”. A dirigente ainda classificou como “repugnante” a aliança entre o ex-presidente e o embaixador por envolver a “segurança e a vida de cidadãos brasileiros” na Faixa de Gaza.

“O Brasil não admite que questionem a nossa soberania. Esta é a lição que o embaixador de Israel não entendeu. O tempo da subserviência acabou junto com o mandato de Jair Bolsonaro”, diz trecho do comunicado divulgado pela petista. 

Na última quarta-feira, 8, o ex-presidente participou de um evento na Câmara dos Deputados organizado por parlamentares bolsonaristas, no qual o embaixador israelense estava presente. Na ocasião, foram exibidas imagens do ataque do grupo terrorista Hamas a cidadãos israelenses no início de outubro. De acordo com o advogado e ex-ministro de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, o encontro foi “absolutamente de surpresa” — uma reunião de Bolsonaro com deputados já estava prevista e, ao chegar ao Congresso, o ex-presidente teria sido informado do encontro com Zonshine.

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Em menos de 24 horas, esse foi o segundo episódio envolvendo as relações com Israel que despertou a fúria do governo brasileiro. Também na quarta-feira, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou que a agência de inteligência israelense Mossad cooperou com a Polícia Federal compartilhando informações sobre o grupo radical libanês Hezbollah, que planejava um suposto atentado terrorista no Brasil. Nesta quinta, o ministro da Justiça Flávio Dino desmentiu as declarações e reafirmou que a operação contra atos terroristas no Brasil foi conduzida por autoridades brasileiras. Dino ainda negou que agentes estrangeiros possam interferir em investigações produzidas em território nacional.

‘Obrigado, Bolsonaro’

Após a repercussão de que Bolsonaro havia se encontrado com o embaixador de Israel no Brasil, internautas “agradeceram” ao ex-presidente por uma suposta “ajuda” que a conversa teria tido na liberação de brasileiros em Gaza. Nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do país, Eli Cohen, afirmou ao chanceler brasileiro, Mauro Vieira, que os brasileiros estarão na próxima lista de estrangeiros autorizados a cruzar a fronteira e poderão deixar a região na sexta.

A frase “Obrigado, Bolsonaro” chegou a ficar entre os assuntos mais comentados do X (antigo Twitter). Como a internet não perdoa, o tema também foi usado para ironizar a atuação polêmica do ex-presidente na pandemia de Covid-19, a alta dos alimentos durante seu governo e seu envolvimento em escândalos de corrupção.

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