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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O entrave para viabilizar uma CPI contra Moro na Câmara

Deputado Paulo Teixeira (PT-SP), idealizador de comissão parlamentar contra ex-juiz, tem que superar uma questão antes de começar a colher assinaturas

Por Leonardo Lellis Atualizado em 24 jan 2022, 20h39 - Publicado em 25 jan 2022, 07h00

Uma possível CPI para investigar eventual conflito de interesse entre a atuação do ex-juiz Sergio Moro na Lava Jato e a sua posterior contratação pela consultoria Alvarez & Marsal, responsável pela recuperação judicial de empresas que foram alvo da operação, esbarrou num problema técnico.

Antes de partir para a colheita de assinaturas de apoio à instalação da comissão, seu idealizador, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou que encaminhou uma consulta à assessoria técnica da Câmara dos Deputados. Ele quer verificar se não há entrave legal a uma investigação de atos do Poder Judiciário pelo Legislativo.

“Nós estamos fazendo uma consulta à consultoria técnica da Câmara. Como envolve uma recuperação judicial, é preciso verificar qual o entendimento que a Casa tem sobre a possibilidade de se investigar algo que está no Judiciário, já que parece haver um entendimento no sentido oposto. Vamos amadurecer essa tema até o retorno do recesso”, explica o parlamentar.

A possibilidade de uma investigação contra Moro, hoje pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, animou a base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, que tem no ex-juiz um desafeto. Teixeira, entretanto, nega que tenha sido procurado por parlamentares alinhados ao governo.

Enquanto o Congresso decide se poderá investigar Moro, o Tribunal de Contas da União (TCU) avança sobre os ganhos do ex-juiz da Lava Jato na iniciativa privada. Reportagem de VEJA mostra que 75% de tudo o que a consultoria informou receber de honorários no Brasil vem de companhias enroladas na Lava Jato. Ao todo, foram quase 42,5 milhões de reais 

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