Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Maquiavel Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO

Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Continua após publicidade

O calote de Edílson Pereira de Carvalho, pivô da “máfia do apito”

Esquema foi revelado por VEJA em 2005 e resultou na anulação de onze jogos do Campeonato Brasileiro

Por Sérgio Quintella Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 12 Maio 2023, 17h37 - Publicado em 12 Maio 2023, 16h00

Quase dezoito anos depois de sair de camburão de sua casa em Jacareí (SP), o ex-árbitro de futebol Edílson Pereira de Carvalho tem uma dívida de 495.000 reais com a Federação Paulista de Futebol (FPF), sua antiga contratante. Pivô do esquema conhecido como “máfia do apito”, revelado por VEJA em 2005, Carvalho, que nunca mais voltou a apitar um jogo profissional, foi condenado a pagar uma indenização de 35.000 reais, a título de danos morais, dois anos depois. Sem quitar o débito, viu o montante ser multiplicado por catorze.

Em março passado, o juiz Luiz Gustavo Esteves, da 11° Vara Cível de São Paulo, determinou a expedição de ofícios à Superintendência de Seguros Privados (Susep) e à Confederação Nacional de Empresas Privadas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Cnseg) para que elas informem se Edílson possui algum plano de previdência privada que possa ser penhorado. A resposta dos dois órgãos foi negativa.

Antes disso, a defesa da Federação Paulista, realizada pelo escritório do ex-dirigente da entidade e ex-presidente da CBF Rogério Caboclo, tentou buscas em bancos como o Itaú, mas a resposta foi que não havia nenhum centavo na conta do ex-árbitro, que está bloqueada por determinação do magistrado Esteves. “O executado simplesmente abandonou sua obrigação de quitar sua dívida, deixando a cargo do exequente e do Judiciário a fatídica responsabilidade de localizar bens que supostamente estejam em seu nome, em nítida fraude à execução. Muitos anos já se passaram e nada foi recebido pelo exequente a corroborar com o famoso jargão popular ‘ganha mais não leva'”, afirma o escritório do advogado Ricardo Di Giaimo Caboclo.

A “máfia do apito”.

Em 28 de setembro de 2005, VEJA revelou o maior escândalo já visto no futebol brasileiro: em conluio com empresários, dois juízes – um deles árbitro da Fifa — fraudavam resultados de partidas para lucrar com apostas. A reportagem revelou como um grupo de empresários, donos de bingos em São Paulo e Piracicaba, e os árbitros Edílson Pereira de Carvalho — então pertencente aos quadros da Fifa — e Paulo José Danelon operavam com o objetivo de manipular partidas de futebol do Campeonato Brasileiro e do Paulista. Com os resultados acertados com o juiz, a quadrilha lucrava em apostas milionárias em sites de jogatina na internet. 

Continua após a publicidade

Segundo o Gaeco, o grupo teria amealhado com as fraudes mais de 1 milhão de reais em seis meses.”É o maior golpe na paixão dos brasileiros pelo futebol e um escândalo de repercussão internacional”, definiu a reportagem.

 

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.