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Nunes afasta empresa investigada por elo com PCC de transporte hidroviário

Com dez dirigentes réus por lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e apropriação indébita, Transwolff perde controle sobre Aquático

Por Adriana Ferraz 13 Maio 2024, 18h26

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afastou a empresa Transwolff da operação do Aquático-SP, o primeiro sistema de transporte hidroviário da cidade que entrou em fase de testes nesta segunda, 13. Contratada pela prefeitura para prestar serviço na zona sul da capital, a concessionária teve dirigentes denunciados pelo Ministério Público de São Paulo no mês passado por lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e apropriação indébita. Eles também são acusados de terem ligação com o PCC.

Segundo Nunes, a decisão de alocar funcionários municipais para o serviço, em substituição à empresa, teve relação direta com as investigações. “Para eliminar qualquer tipo de dúvida eu optei por tirar a Transwolff (da operação) e fazer direto pela prefeitura”, afirmou o prefeito, que ainda disse ser preciso ter cautela em relação ao caso, já que a “sequer foi apresentada denúncia”. No dia 24 de abril, no entanto, a Justiça já tornou réus dez representantes da concessionária. 

De acordo com o MP, os dirigentes utilizaram a concessão do transporte público por ônibus em São Paulo para ocultar a origem ilegal – proveniente do tráfico de drogas e outros crimes – do capital empregado na operação dos veículos. Com 1.200 ônibus em operação, a Transwolff recebeu, desde 2015, mais de 4,8 bilhões de reais da prefeitura para comandar cerca de cem linhas em bairros da zona sul, como a região atendida pelo Aquático-SP.

O promotor de Justiça responsável pelas acusações, Lincoln Gakiya, sustenta que a prefeitura de São Paulo e a SPTrans (empresa municipal de transporte) foram omissas e negligentes ao firmarem contratos com empresas já investigadas por ligação com o PCC anteriormente. Gakiya afirmou por diversas vezes que bastava o município ter feito uma pesquisa na internet para saber que um dos donos da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, conhecido como Pandora, havia sido preso acusado de financiar uma tentativa frustrada de resgate de um dos líderes da facção, em 2006.

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Nunes nega qualquer responsabilidade no caso e aguarda a conclusão de investigações internas, sob o comando da Controladoria-Geral do Município, para decidir se vai cancelar o contrato com a Transwolff. O prefeito, no entanto, já antecipou nesta segunda que pretende abrir nova concorrência ao menos para o Aquático, que opera na Represa Billings, área da concessão da empresa suspeita.

“O mais provável é que a gente faça a concessão para outra empresa”, disse o prefeito depois de fazer a viagem de barco entre o Parque Mar Paulista Bruno Covas, em Pedreira, e o Terminal Cantinho do Céu. A expectativa é que o novo transporte atenda 385 mil pessoas que vivem nos bairros do Grajaú, Cocaia e Pedreira quando estiver em pleno funcionamento.

A tarifa, por enquanto, é grátis. A operação assistida vai até 31 de dezembro, quando o sistema funcionará das 10h às 16h com dois barcos com capacidade para 60 pessoas sentadas.

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