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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato e Valmar Hupsel Filho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Lula tem ‘desespero’ por partido de centro, diz senador e dirigente do PSD

Em meio a acenos entre o ex-presidente e Gilberto Kassab, Alexandre Silveira vê dificuldades na busca do petista por aliança com sigla moderada

Por João Pedroso de Campos
18 fev 2022, 18h44

Apesar do namoro político explícito com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, mantém o discurso de que seu partido terá candidatura própria à Presidência neste ano e descarta publicamente pular no barco do petista já no primeiro turno da disputa. A sigla lançou o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), mas ele não se empolgou com a ideia, sequer fala como candidato e pode dar lugar ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que negocia trocar o PSDB pelo PSD. Um dos objetivos de Kassab passa por consolidar o PSD como opção de centro no debate nacional e, sobretudo, evitar qualquer conflagração interna, diante da influência de pessedistas mais à direita.

Um dos que estão longe de se entusiasmar com um alinhamento a Lula é o senador Alexandre Silveira. Suplente do ex-senador Antonio Anastasia, que se tornou ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Silveira acumula duas funções relevantes no PSD: a secretaria-geral do partido no âmbito nacional, como uma espécie de braço-direito de Kassab, e a presidência da sigla em Minas Gerais, um dos estados em que o PSD é mais forte. Antes de assumir o mandato, no início do mês, o senador novato chegou a ser dado como certo na liderança do governo Bolsonaro no Senado, mas reconsiderou e não assumiu o posto – ele vai focar as energias em sua reeleição.

Para Silveira, será difícil que Lula consiga consolidar o avanço sobre o PSD. “Lula está desesperado atrás de um partido de centro, desesperado. O outro recado que o Lula pode dar para fora, além do Geraldo [Alckmin, cotado para ser vice do petista], é um partido de centro. Só que o erro do Lula foi querer ter os dois. Ele quis sinalizar ao centro com Geraldo e com o PSD, e encontrou uma incompatibilidade”, diz o secretário-geral do partido.

Fazendo eco a Gilberto Kassab, Alexandre Silveira diz que “a bola está com o Rodrigo”, referindo-se à possibilidade de ter presidente do Senado na corrida ao Palácio do Planalto – “unanimidade no partido”, nas palavras de Silveira. Pacheco, contudo, não demonstra apetite para a corrida presidencial e pode ser substituído por Eduardo Leite. Na avaliação do senador, uma boa opção. “Se o Rodrigo não for, abre-se uma janela para outra candidatura. Leite é um possível nome, o que ele quer é um partido seguro e de centro”, afirma.

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