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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Lula e Alckmin tentam superar divergências antes da 1ª viagem de campanha

Na segunda-feira, 23, ex-presidente e ex-governador vão conversar sobre estados onde PT e PSB ainda não se acertaram antes da ida de ambos ao Sul do país

Por Da Redação Atualizado em 23 Maio 2022, 09h43 - Publicado em 21 Maio 2022, 12h24

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) tentarão no início da semana que vem aparar as últimas arestas envolvendo os seus partidos antes de botarem o pé na estrada pela primeira vez juntos durante a campanha eleitoral, em visita à Região Sul do país.

Na segunda-feira, 23, Lula e Alckmin farão a sua primeira reunião no Hotel Intercontinental, nos Jardins, em São Paulo, para discutir estratégias políticas e ações de governo. Participarão da reunião também os presidentes dos sete partidos da coligação que apoia o petista – PT, PSB, PCdoB, PV, PSOL, Rede e Solidariedade.

Na pauta, estarão os estados onde a esquerda pode se dividir em duas candidaturas. Um deles é São Paulo, onde Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB) mantêm as suas postulações ao governo – os dois lideram as pesquisas, mas terão pela frente a forte concorrência do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSB), e do candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro Tarcísio de Freitas.

No Rio de Janeiro, a disputa se dá em torno da disputa ao Senado, já que para o governo o PT decidiu apoiar Marcelo Freixo (PSB). Para a única vaga de senador, no entanto, há uma disputa barulhenta entre o deputado federal Alessandro Molon (PSB) e o deputado estadual André Ceciliano (PT).

Outro estado que demanda preocupação é o Rio Grande do Sul, onde o PT lançou a candidatura do deputado estadual Edegar Pretto, enquanto o PSB aposta no nome do ex-deputado federal Beto Albuquerque. O PT já tem o apoio do PCdoB da ex-deputada Manuela d´Avila, mas os dois partidos brigam agora pelo apoio do PDT, que é forte no estado em razão da herança brizolista, depois da desistência do pré-candidato do partido, o presidente do Grêmio Romildo Bolzan.

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Viagem pelo Sul

E não é por acaso que Lula e Alckmin farão a sua primeira viagem de campanha juntos exatamente ao Rio Grande do Sul, nos dias 1º e 2 de junho, quando deverá haver um ato público com os dois em Porto Alegre, além de viagem e encontro com ruralistas e empresários em Caixas do Sul, a segunda maior cidade do estado.

Pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto Paraná Pesquisas mostra que o Rio Grande do Sul está dividido em relação ao governo Bolsonaro e dá pequena vantagem, quase no limite do empate técnico, para o presidente sobre Lula – leia matéria aqui.

Lula e Alckmin também viajarão a Santa Catarina na sequência, outro estado onde o bolsonarismo é forte. O PT espera quebrar resistências na Região Sul com a presença de Alckmin. Em 2006, o então tucano bateu o próprio Lula na disputa presidencial nos três estados da região.

A ida ao Sul também mostra a prioridade que Lula dará à região, a única onde o petista perde para Bolsonaro (31% a 44%), segundo pesquisa XP/Ipespe divulgada na sexta-feira, 20.

Antes, a primeira visita de Lula após o anúncio oficial da sua pré-candidatura, foi a Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e estado considerado estratégico na disputa presidencial – ele acaba de fechar um palanque local com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD).

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