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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

‘Lava-Jato manipulou provas de inocência contra Lula’, diz advogado

Cristiano Zanin Martins afirma que operação ocultou evidências que eram favoráveis ao petista

Por Leonardo Lellis Atualizado em 20 mar 2022, 16h55 - Publicado em 20 mar 2022, 10h33

Um ano depois de ver reconhecida no Supremo Tribunal Federal a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro na Lava-Jato, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contabiliza 24 vitórias na Justiça que, não só pavimentaram caminho para o petista voltar à cena política como (ao menos por ora) favorito na eleição deste ano, mas também reforçam o argumento de que houve perseguição política. 

Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins, uma das táticas utilizadas pela operação foi a de manipular provas contra o petista. “A Lava-Jato tinha a estratégia de esconder provas provas favoráveis à defesa, enquanto fazia das delações farsescas o motor de tração de suas iniciativas”, diz. Em entrevista a VEJA, o defensor afirma que Moro, hoje pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, fazia política com a investigação usando o poder do Estado para punir adversários. 

“Em 16 de março de 2016, no dia em que a conversa entre o ex-presidente Lula e a então presidente Dilma Rousseff foi gravada de forma ilegal, havia outras vinte conversas mantidas naquela ocasião pelo ex-presidente Lula que foram simplesmente descartadas. Os diálogos mostravam que ele estava indo para o governo, não para buscar foro privilegiado ou para se esquivar da Lava-Jato, mas para ajudar o país a atravessar, com sua experiência, um momento de turbulência política”, conta Zanin. 

Naquela ocasião, o governo Dilma era alvo de protestos e a Câmara analisava o processo de impeachment que culminou com o afastamento da petista. Após a revelação de conversas de Lula com a ex-presidente, a nomeação foi suspensa pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, que entendeu tratar-se de desvio de finalidade para garantir prerrogativa de foro ao ex-presidente. As gravações divulgadas foram depois consideradas ilegais, já que a conversa aconteceu depois que o Moro já havia mandado cessar os grampos. 

“Nós conseguimos encontrar essas conversas gravadas após um trabalho que fizemos de investigação defensiva. Os diálogos que foram ocultados pela Lava-Jato mostravam claramente que a nomeação era nada mais que o exercício de uma prerrogativa presidencial, dentro da mais estrita legalidade.”, afirma o defensor do petista.

Segundo ele, o episódio não tratou-se de um caso isolado. “Também ilustra bem essa metodologia de esconder provas favoráveis à defesa uma conversa telefônica de uma funcionária da OAS que foi grampeada pela Lava-Jato. Ela reconhecia que o tríplex não era do ex-presidente Lula. Nos arquivos da Spoofing (operação que prendeu hackers que vazaram conversas de procuradores) que analisamos e enviamos ao STF, mostramos que esse material foi excluído do processo sob o fundamento de que seria favorável à defesa do ex-presidente.”

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