Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Kassab joga a toalha, e PSD vai liberar estados na eleição presidencial

Ex-ministro tentou várias alternativas para ter candidatura própria ao Planalto, mas iniciativa esbarra agora na falta de tempo e na pressão dos estados

Por Da Redação Atualizado em 3 Maio 2022, 12h33 - Publicado em 3 Maio 2022, 11h43

O PSD não terá candidato próprio ao Palácio do Planalto na eleição deste ano, mas não foi por falta de esforço do seu presidente, o ex-ministro Gilberto Kassab, que tentou muitas alternativas para o posto. Com várias negativas, e o tempo correndo contra (faltam cinco meses para a eleição), o partido vai liberar os estados para costurar apoios locais à Presidência.

Kassab tentou ao menos quatro nomes. O primeiro foi o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, que trocou o DEM pelo PSD em uma festa concorrida em Brasília no final de outubro, na qual foi saudado como presidenciável do partido – embora ele próprio não tivesse admitido isso. Sem conseguir sair do 1% nas pesquisas, Pacheco desistiu pouco mais de quatro meses depois.

A próxima tentativa foi o então governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que, após perder as prévias no PSDB para João Doria, decidiu manter o seu sonho presidencial. O acerto chegou muito perto de acontecer. Segundo VEJA apurou, Leite confirmou que iria para o PSD para ser candidato, mas logo depois recuou e decidiu ficar no PSDB, em um gesto que deixou Kassab bastante contrariado.

Outras tentativas envolveram o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, um importante articulador da chamada terceira via, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que preferiu disputar o governo de Minas Gerais.

Agora, o PSD vai se manter nacionalmente distante dos favoritos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, mas localmente vai costurar acordos presidenciais. No Paraná, por exemplo, o governador Ratinho Jr. é muito próximo de Bolsonaro. Já no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes negocia um palanque com Ciro Gomes (PDT). Em São Paulo, Felicio Ramuth vai caminhar, por ora, sem acordo com presidenciáveis.

Além da falta de um nome que topasse a candidatura presidencial e da necessidade dos candidatos a governador de montarem os seus palanques, Kassab ainda enfrentava a clara opção de alguns líderes do partido por outro presidenciável, como o senadores Otto Alencar (Bahia) e Omar Aziz (Amazonas), ambos vice-presidentes da legenda, que vão disputar a reeleição com o apoio de Lula.

Uma alternativa que circula nos bastidores do PSD seria o lançamento da candidatura do próprio Kassab à Presidência, mas com os estados liberados para fazerem outros acordos para a corrida nacional. Seria uma saída parecida com a desenhada também pelo União Brasil, onde o presidente da sigla, Luciano Bivar, deve lançar o seu nome, mas dando autonomia aos candidatos a governador, como ACM Neto (Bahia) e Ronaldo Caiado (Goiás), para montarem os seus palanques.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)