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Guru da conspiração, Olavo de Carvalho é alvo de boato sobre sua morte

Rumor sobre o falecimento foi divulgado por sua própria filha; escritor está internado desde 9 de agosto no Incor, em São Paulo

Por Caíque Alencar Atualizado em 25 ago 2021, 22h09 - Publicado em 25 ago 2021, 16h19

Conhecido por ser um dos principais propagadores de teorias conspiratórias e por ser guru de boa parte dos aliados do presidente Jair Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho virou alvo de um boato sobre a sua morte espalhado pela própria filha.

Em uma publicação no Twitter nesta quarta-feira, 25, Heloisa de Carvalho Martin Arribas disse que “chegou aos ouvidos” dela que o pai havia falecido. Ela, que é rompida com o Olavo, não confirmou se a informação era verdadeira, mas escreveu que o que havia chegado até ela era que o escritor estava morto e que o anúncio do óbito estaria sendo “segurado” para uma data mais próxima do dia 7 de setembro — a lógica seria a de que isso seria uma estratégia para ampliar a adesão aos atos convocados em defesa de Bolsonaro no Dia da Independência.

Tuíte feito por Heloisa de Carvalho Martins Arribas, filha do escritor Olavo de Carvalho
Tuíte feito por Heloisa de Carvalho Martins Arribas, filha do escritor Olavo de Carvalho Twitter/Reprodução

De acordo com o último boletim médico divulgado pelo Incor-SP, onde Olavo de Carvalho está internado, o escritor, que está com 74 anos, deu entrada na unidade de emergência no dia 9 de agosto com quadro de insuficiência cardíaca e renal aguda e infecção sistêmica. O último comunicado, datado de 14 de agosto, informava que o escritor permanecia com “quadro clínico estável” e estava sob os cuidados do médico José Antonio Franchini Ramires. Procurado por VEJA, o hospital informou que o quadro atual continua o mesmo do último boletim.

Essa não é a primeira vez que o guru bolsonarista foi internado no Incor. No dia 8 de julho, ele foi hospitalizado após apresentar uma crise de angina — sensação de peso, dor ou aperto no peito devido à diminuição do fluxo de sangue nas artérias que levam oxigênio ao coração. Nessa passagem pelo hospital, ele foi submetido a tratamento medicamentoso para compensação cardíaca e a uma cirurgia de revisão de operação da bexiga feita em maio, quando Olavo estava nos Estados Unidos.

Segundo o Incor, essa intervenção cirúrgica durou três horas e foi realizada em caráter emergencial, em 13 de julho, com a finalidade de corrigir uma obstrução uretral consequente de quadro infeccioso no local da cirurgia anterior e aumento da próstata. Ele teve alta após dez dias.

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