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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho e Isabella Alonso Panho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Golpes, saques e fake news: os atos criminosos em meio à tragédia no RS

'Existem golpistas se aproveitando da sensibilidade das pessoas', lamentou o governador; Jorge Messias (AGU) vê uso da mentira como 'arma política'

Por Bruno Caniato Atualizado em 9 Maio 2024, 15h05 - Publicado em 6 Maio 2024, 12h18

Entre mortes, desabamentos, inundações, feridos, desaparecidos, desabrigados e desalojados pelas chuvas, a catástrofe climática que atinge o Rio Grande do Sul expôs, ainda, um outro tipo de tragédia: o oportunismo. Em meio às ações de salvamento das vítimas no estado, crescem os relatos de golpes na arrecadação de doações — em especial, de dinheiro –, saques de lojas e casas alagadas e a disseminação de fake news sobre a atuação das autoridades no atendimento à emergência humanitária.

Uma das táticas de criminosos que se aproveitam da crise é enganar quem envia doações à conta oficial do governo estadual para emergências. O “golpe do Pix” foi denunciado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) no domingo, 5, em vídeo publicado nas redes sociais. “No meio de tanta solidariedade, tem aproveitadores que usam da sensibilidade das pessoas”, lamentou.

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Na publicação, Leite reforça o pedido de atenção no momento das doações via Pix, explicando que o nome oficial da conta é “SOS Rio Grande do Sul”, a chave é o CNPJ 92.958.800/0001-38 e a instituição é o Banrisul. “Se não aparecer isso na hora da doação, é um golpe”, alerta.

Lojas saqueadas

Outra situação lamentável em meio à destruição é a prática de saques em estabelecimentos comerciais nas regiões mais atingidas pelas enchentes. No último fim de semana, ganhou repercussão nas redes sociais um vídeo que mostra pessoas roubando produtos de lojas oficiais na Arena do Grêmio, estádio que fica no bairro Humaitá, uma das áreas mais vulneráveis às inundações em Porto Alegre.

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Além da capital gaúcha, há relatos de roubos em zonas comerciais de Arroio do Meio, município do Vale do Taquari completamente arrasado pelas chuvas. Na imprensa local, circulam histórias de furtos de motocicletas, roupas e até garrafas de champanhe.

Já em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, moradores assustados denunciam que homens armados rondam pelo município em barcos e jet skis. Segundo a população, esses grupos circulam pelas ruas ameaçando pessoas, assaltando pequenos comércios e saqueando lojas e casas abandonadas em razão dos temporais.

Diante do risco de ver ser levado o que restou de seus pertences, muitos moradores se recusam a deixar áreas críticas para alagamento, apesar dos alertas das autoridades e das equipes de resgate — há moradores que têm feito vigílias a noite toda para impedir furtos e roubos.

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Fake news contra o governo

O governo federal, por sua vez, vem denunciando as constantes notícias falsas que viralizam nas redes sociais sobre uma suposta inação das autoridades no apoio ao Rio Grande do Sul. Segundo a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República, as fake news ignoram a liberação de cerca de 580 milhões em emendas federais para medidas emergenciais, além do envio de mais de 900 militares, viaturas e embarcações para atuar em operações de resgate junto à Defesa Civil.

Outro relato que o governo vem desmentindo é a falácia de que o show da cantora Madonna, ocorrido no último sábado, 4, no Rio de Janeiro, teria sido custeado pela União – na realidade, o espetáculo foi financiado principalmente pela iniciativa privada e com recursos de governos locais. “Estamos nos deparando com uma disputa desonesta de narrativa, que se aproveita do momento de dificuldade e não respeita sequer as vidas que estão sendo perdidas”, criticou o ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta.

O chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, anunciou que a pasta está tomando providência para combater a disseminação de fake news e punir os responsáveis pela sua propagação. “Em momento tão dramático, não se deve apelar para a mentira como arma política”, publicou o advogado-geral em seu perfil oficial no X (ex-Twitter).

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Durante entrevista coletiva no domingo, ao lado do presidente Lula, do governador Eduardo Leite e dos chefes do Congresso, senador Rodrigo Pacheco e deputado Arthur Lira, o próprio comandante do Comando Conjunto Sul da Operação Taquari 2, general Hertz Pires do Nascimento, reclamou da divulgação acelerada de fake news que espalham confusão na opinião pública sobre a atuação do poder público na tragédia.

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