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Filhos de Bolsonaro saem em defesa de perfis derrubados pelo Facebook

Flávio presta solidariedade e diz que irá ajudar a divulgar as novas contas que forem criadas; Eduardo vê perseguição das redes sociais a páginas de direita

Por Da Redação Atualizado em 9 jul 2020, 11h07 - Publicado em 9 jul 2020, 10h46

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) saíram em defesa das páginas que foram banidas pelo Facebook, na quarta-feira 8, pela disseminação de notícias falsas e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal e a adversários políticos do presidente Jair Bolsonaro, como o ex-titular da pasta da Justiça, Sergio Moro. Uma investigação da rede social em parceria com o Laboratório Forense Digital do Atlantic Council apontou o assessor especial da presidência da República, Tércio Arnaud Tomaz, como um dos responsáveis por estes perfis.

Em uma publicação em seu perfil no Twitter, Flávio Bolsonaro se comprometeu a divulgar as novas versões das contas banidas. “Minha solidariedade a todos os perfis que foram injustamente censurados por Facebook e Instagram – aparentemente por apoiarem o presidente Bolsonaro. Assim que criarem seus novos perfis para exercerem a sagrada liberdade de expressão, avisem no privado ajudarei a divulgá-los”, disse o senador.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, disse que “é cada vez mais notável a perseguição de redes sociais a perfis de direita, dentro e fora do Brasil, mesmo sem haver crime nos posts”. Em outro tuíte, o deputado federal afirmou que irá “discutir qual a melhor estratégia jurídica a ser adotada” para reaver as páginas.

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Como VEJA mostrou, além de Tércio, outras cinco pessoas, entre ex e atuais assessores de bolsonaristas, foram identificados como ligados a essas páginas e perfis de desinformações no Facebook e no Instagram. Um dos envolvidos é funcionário do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Tércio atuou como auxiliar de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) no Rio de Janeiro e foi responsável pela estratégia digital do então candidato Jair Bolsonaro à Presidência da República.

Muitas das postagens eram feitas em horário comercial. De acordo com o documento, os perfis usavam contas duplicadas e falsas para escapar de punições, além de administrar páginas que simulavam ser veículos de imprensa e criar repórteres fictícios. Os perfis falsos também postavam em grupos que não tinham relação com política, como se fossem pessoas comuns, e criticavam opositores de Jair Bolsonaro.

O envolvimento de assessores de Bolsonaro e ex-funcionários de bolsonaristas com o chamado “gabinete do ódio”, que agora ganha contornos reais com o relatório do Facebook, já havia sido apontado pelos deputados federais Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP), em depoimentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News. Atuais desafetos políticos de Bolsonaro e de seus filhos, Frota e Hasselmann integravam o núcleo duro do bolsonarismo no primeiro ano de mandato do presidente da República.

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