Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Escândalo Prevent Senior: grupo de vítimas critica fim da investigação

Na quarta-feira, 19, a Polícia Civil de SP encerrou inquérito e concluiu que a operadora não cometeu crime no tratamento de pacientes com Covid-19

Por Diogo Magri Atualizado em 21 abr 2022, 15h20 - Publicado em 21 abr 2022, 12h46

O Grupo de Trabalho das Vítimas da Prevent Senior, que faz parte da Associação Nacional Vida e Justiça em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid, criticou o encerramento das investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre a Prevent Senior, acusada de irregularidades em tratamento de pacientes durante a pandemia.

Na quarta-feira, 19, a Polícia Civil divulgou um relatório no qual conclui que não houve ilícito penal por parte da operadora. O documento foi enviado ao Ministério Público Estadual, que havia pedido a investigação.

Após a divulgação da conclusão policial, o grupo de vítimas emitiu uma nota na qual chamou o relatório de “mal alinhavado” e “resultado de uma investigação quase que superficial”.

A principal crítica é ao fato de a polícia não ter ouvido parentes de vítimas ou pacientes que tenham sobrevivido à doença e tenham acusações a fazer. “Sem que se ouçam as vítimas ou testemunhas dos alegados crimes, o que se tem é uma peça crua, com conclusões pueris e pouco críveis de fatos que seguramente não foram apresentados, ou seja, não se apuraram”, afirma Tércio Belmonte, cujo pai morreu de Covid-19 no hospital.

No inquérito, a delegada Lisandrea Zonzini Colabuono relata que foram tomados depoimentos de quinze pessoas, entre integrantes da direção e do corpo clínico da Prevent Senior, além de três ex-médicos, que fizeram acusações à rede.

Continua após a publicidade

Sobre as vítimas, a investigação pediu laudos periciais de cinco mortos, entre eles Regina Modesti Hang (mãe do empresário Luciano Hang) e Antony Wong (médico que ficou famoso por defender o uso da cloroquina no tratamento). Sobre parentes de mortos, a única pessoa ouvida foi Sueli Matheus, viúva do enfermeiro André Araújo Cruz, que morreu de Covid-19.

“É um clima de frustração muito grande entre pessoas que ficaram internadas e que perderam familiares tratados pela Prevent Senior”, disse Renato Simões, coordenador executivo do grupo. “As vítimas e seus familiares não aceitam esse triste desfecho de uma investigação que mal tinha começado e já foi abortada por esse relatório final inconsistente e parcial”, afirma a nota divulgada pelo grupo de vítimas.

A investigação criminal sobre o caso vai continuar no Ministério Público, até porque o órgão recebeu um relatório da CPI instalada pela Câmara Municipal pedindo o indiciamento de 20 pessoas. Segundo Renato Simões, o MP tem sido mais “coerente e aberto à participação das vítimas”.

Sem ilícito penal

No relatório, a delegada Lisandrea Zonzini Colabuono afirma que “não foram encontrados elementos informativos caracterizadores de ilícito penal praticados pelos funcionários da operadora de saúde, nem por médicos e ex-funcionários desta”. “Todos os laudos periciais realizados através da análise dos prontuários médicos das vítimas descrevem que a causa mortis seria Covid-19, mas não é possível relacionar este resultado ao tratamento aplicado, não havendo, portanto, qualquer nexo de causalidade”, aponta.

A delegada lembrou ainda que os fatos apurados ocorreram em 2020, no início da pandemia, quando não estavam definidos claramente os protocolos de tratamento da Covid-19. “Trata-se de um período em que quase diariamente eram publicadas recomendações por parte das autoridades médicas, afetando principalmente os médicos que atuavam no front”.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)