Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Em retomada econômica, SP bate recorde de novas empresas e prevê PIB alto

Avanço da vacinação, políticas de desburocratização no ambiente de negócios e cenário externo favorável alavancam economia paulista

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 4 ago 2021, 11h10 - Publicado em 4 ago 2021, 10h52

A pandemia de Covid-19 ainda não acabou, mas com a vacinação em massa e a queda no número de hospitalizações a retomada econômica está chegando mais rápida do que o esperado em São Paulo. Em julho deste ano, o estado bateu o recorde histórico de abertura de novas empresas, com 26.614, considerando-se a série histórica iniciada em 1998.

No mesmo mês, o número de fechamento de empresas foi de 10.367, o que rendeu um saldo líquido positivo de 16.247 novos empreendimentos e mais de 50% de crescimento ante janeiro deste ano. Os dados foram contabilizados pela Jucesp (Junta Comercial) e se refletem em outros dois indicadores, que também estão em alta em solo paulista.

Em junho, o governo federal informou por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que foram criados 309.114 novos postos de trabalho no país, sendo que 105.457 (ou 34%) só em São Paulo. E, no último levantamento da fundação Seade, divulgado em 30 de julho, a perspectiva do PIB de São Paulo era de um crescimento de 7,2%, enquanto o do Brasil todo era de 5,1%.

“É uma alta acima da registrada nos Estados Unidos e Europa. Só fica atrás da China e Índia”, diz a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen. Ela atribui os bons resultados às medidas de desburocratização e simplificação implementadas pelo governo João Doria (PSDB). E frisa que, diferente do que se pensa, o PIB paulista nem sempre foi o que mais cresceu no país – em 2014, 2015 e 2016, por exemplo, o índice ficou no negativo. “O estado fez a reforma administrativa e, por isso, tem tido capacidade de investimento muito significativa e criado um ciclo virtuoso”, acrescentou a secretária.

Conforme o boletim técnico da Seade, a economia paulista têm sido alavancada pela recuperação do comércio varejista aliada ao bom desempenho da produção industrial. Soma-se a isso ainda o “forte ritmo” de retomada da economia internacional, que tem favorecido as exportações paulistas; e a perspectiva de flexibilização total das medidas de restrições no comércio com o avanço da vacinação. A fundação também pontua o que pode atrapalhar esse crescimento – apesar da criação de novas vagas, a taxa de desemprego ainda é elevada e “preocupante”; e a crise energética não pode ser subestimada e, mesmo que não se agrave, ela já “embute uma elevação adicional de custos”.

 

 

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês