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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Doria desiste de candidatura ao Planalto: ‘Me retiro com o coração ferido’

Governador, que estava pressionado pelo partido, fez o anúncio nesta segunda-feira, 23

Por Da Redação Atualizado em 23 Maio 2022, 12h44 - Publicado em 23 Maio 2022, 12h12

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira, 23, que está fora da disputa pela Presidência da República. Ele tornou pública a decisão em pronunciamento feito por meio de suas redes sociais após avaliar que não teria como seguir em frente com a sua postulação em razão da oposição de boa parte dos dirigentes do partido. “Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve”, disse.

Ele lembrou de sua trajetória no PSDB e ressaltou o fato de ter vencido as três prévias feitas pelo partido em sua história: para prefeito de São Paulo na eleição de 2016, para governador do estado na disputa de 2018 e para presidente da República em novembro de 2021 (derrotando o governador gaúcho Eduardo Leite). Ele também lembrou de sua atuação decisiva para a vacinação contra a Covid-19 e o fato de sua gestão ter conseguido bons resultados econômicos no estado mesmo em meio à pandemia.

Doria estava ao lado do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, que foi um dos dirigentes do partido que trabalharam para minar a sua candidatura. Também estavam no evento os presidentes da legenda no estado, Marcos Vinholi, e no município, Fernando Alfredo, a primeira-dama, Bia Doria, e aliados como o ex-ministro Antonio Imbassahy.

Doria voltou a defender a necessidade de uma candidatura de terceira via entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). “O Brasil precisa de uma alternativa para oferecer aos eleitores que não querem os extremos. Que não querem aquele que foi envolvido em escândalos de corrupção. E nem aquele que não deu conta de salvar vidas, não deu conta de salvar a economia e que envergonha nosso país em todo o mundo”, disse. “Para esta missão, coloquei meu nome à disposição do partido”, completou.

O ex-governador, no entanto, afirmou que “serenamente” entendeu que não é a escolha da cúpula do PSDB. “Aceito esta realidade com a cabeça erguida. Sou um homem que respeita o bom senso, o diálogo e o equilíbrio. Sempre busquei e seguirei buscando o consenso, mesmo que ele seja contrário à minha vontade pessoal. O PSDB saberá tomar a melhor decisão no seu posicionamento para as eleições deste ano”, afirmou.

Tebet

Na quarta-feira passada, 18, os presidentes dos três partidos que tentam construir uma candidatura unificada – PSDB, MDB e Cidadania – se reuniram em Brasília e anunciaram ter chegado a um “consenso” sobre qual seria o melhor nome da frente para disputar a Presidência. Embora não tivessem revelado, o nome é da senadora Simone Tebet (MDB). A conclusão será submetida às direções das três legendas.

 

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