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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

De volta ao jogo, Lula terá que recuperar terreno perdido para Bolsonaro

Petista, que voltou a ser elegível para 2022, perdeu fatias expressivas do seu eleitorado mais fiel, como os moradores do Nordeste e os menos escolarizados

Por Da Redação Atualizado em 11 mar 2021, 18h01 - Publicado em 10 mar 2021, 07h00

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao jogo eleitoral para 2022 depois que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou todas as condenações impostas em processos derivados da Operação Lava Jato, na segunda-feira, 8, e já é apontado como um dos principais adversários do presidente Jair Bolsonaro na disputa presidencial do próximo ano.

Lula nas eleições 2022

O petista Lula, no entanto, que deixou a Presidência da República com ótimas taxas de aprovação, vai ter que “remar muito” para recuperar o terreno que perdeu para o adversário, principalmente nos segmentos do eleitorado que mais tradicionalmente empenharam apoio ao ex-presidente: os moradores do Nordeste e os eleitores menos escolarizados.

Segundo números colhidos pelo instituto Paraná Pesquisas em levantamentos de intenção de voto ao longo de 2020 e início deste ano, o petista perdeu a posição confortável que tinha no Nordeste no período que passou inelegível ou preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba: seu eleitorado na região caiu de 38,4% em maio do ano passado para 27,3% em março deste ano.

No mesmo período, Bolsonaro avançou de 16,6% para 26,8% e está empatado com o petista entre os nordestinos – a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos (veja quadro abaixo). A performance do atual presidente na região foi alavancada principalmente pelo auxílio emergencial pago pelo governo durante a pandemia, que beneficiou quase 70 milhões de pessoas entre os mais pobres do país, boa parte no Nordeste.

A perda de terreno de Lula também é bastante perceptível entre os menos escolarizados – aqueles que possuem apenas o ensino fundamental. Em maio de 2020, Lula estava à frente de Bolsonaro nesse segmento do eleitorado (32,8% a 22,9%), posição que se inverteu em dezembro do ano passado e continuou assim em março (agora 30,7% a 22,8% para Bolsonaro).

No eleitorado geral, Lula também perdeu espaço. Em abril de 2020, ele estava empatado tecnicamente com Bolsonaro (tinha 23,1% contra 26,3% do presidente), mas em março o placar a favor do atual governante foi para 32,2% a 18%.

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Mesmo assim, em cinco cenários pesquisados, o petista é o único que consegue ficar isolado na segunda posição – nos demais há empates técnicos entre candidatos como Sergio Moro, Ciro Gomes (PDT), Luciano Huck e Fernando Haddad, quando este era apresentado como o candidato do PT.

 

VEJA TODOS OS CENÁRIOS ANALISADOS PELO PARANÁ PESQUISAS EM MARÇO:

 

Arte pesquisa presidente
./.

 

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