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De forma simbólica, Doria terá QG na mesma rua que sediou campanha de FHC

Comitê ficará na Avenida Brasil, nos Jardins, em São Paulo; tucano, que deixa o governo no início de abril, já tem roteiro de visitas pelo país até setembro

Por Bruno Ribeiro 10 jan 2022, 18h34

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ainda precisa costurar os apoios políticos para trazer solidez à campanha à Presidência da República a qual deve se lançar a partir de 2 de abril, quando deixará o cargo por força da legislação eleitoral para participar da disputa. Mas já organizou como fará a pré-campanha pelo Brasil até o mês de setembro, quando começa o período de propaganda eleitoral em rádio e TV.

Em São Paulo, o PSDB alugou um imóvel na Avenida Brasil, nos Jardins, para servir de quartel-general da campanha. A ideia foi uma central com certa simbologia, uma vez que a campanha vitoriosa de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, foi sediada na mesma rua. A coordenação de campanha do governador deve ocupar o espaço já alugado nos próximos dias.

Enquanto cumpre agendas no interior do estado, com uma série de obras a serem entregues até março, Doria repassou a seus auxiliares o roteiro de trabalho dos próximos meses. Entre abril e maio, o paulista pretende visitar Minas Gerais e estados da região Nordeste. Entre junho e julho, os destinos serão as regiões Norte e Centro-Oeste. Entre agosto e setembro, Doria viajará à região Sul e percorrerá Rio de Janeiro, Espirito Santo e terá novo giro por São Paulo e Minas. A estratégia do tucano é tentar apresentar ao país os dados de sua gestão, com destaque para o fato de ele ter sido pioneiro na busca por uma vacina para a Covid-19.

Articulação política

A coordenação da campanha de Doria ficou com o presidente do PSDB, Bruno Araújo, mas será a partir desta semana que devem iniciar as primeiras conversas entre o núcleo mais próximo ao governador paulista para a articulação política.

Nesta segunda-feira, 10, durante almoço com secretários no Palácio dos Bandeirantes, o tucano foi perguntado mais uma vez sobre possíveis vices. Doria, segundo interlocutores, voltou a dizer que seu ideal era que o cargo fosse oferecido a uma mulher, mas ressaltou que o posto está aberto.

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