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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Datafolha e o ‘clima de Copa’ para o Centrão e aliados de Bolsonaro

Pesquisa sobre a sucessão presidencial será divulgada nesta quinta-feira

Por Da Redação Atualizado em 23 jun 2022, 16h56 - Publicado em 23 jun 2022, 12h25

A nova pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial que será divulgada nesta quinta-feira, 23, provoca muita expectativa no meio político, principalmente porque o último levantamento do instituto, no final de maio, mostrou a até agora maior vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o presidente Jair Bolsonaro (PL), de 21 pontos (48% a 27%).

Mas há um contingente especial de políticos tensos à espera da nova sondagem: os aliados eleitorais do presidente, em especial o Centrão. A menos de um mês do início das convenções partidárias que vão formalizar as alianças nos estados e na eleição nacional (a partir de 20 de julho), há muitos políticos preocupados com a recente deterioração da imagem do presidente e seu governo.

Nos últimos dias, Bolsonaro sofreu desgastes com o novo aumento do preço dos combustíveis e com a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro em investigação sobre um suposto esquema de corrupção no MEC – um golpe duro para um governo que pensava em usar o fato de não ter grandes escândalos como um trunfo eleitoral.

Quando o último Datafolha apontou que Lula ampliava a dianteira, já houve um certo pânico entre membros ilustres do Centrão, como os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Fábio Faria (Comunicações), ambos do PP, um dos principais partidos do Centrão – os outros são o PL de Bolsonaro e o Republicanos. A principal estratégia à época foi tentar desacreditar o instituto e contrastar os resultados com as aglomerações provocadas pelo presidente em suas aparições públicas, que os bolsonaristas gostam de chamar de “Datapovo”.

Hoje, integrantes desses partidos já flertam com Lula em alguns estados do Nordeste, mas têm mantido uma certa fidelidade ao projeto de Bolsonaro. Porém, como se sabe, o histórico político do Centrão não é exatamente de fidelidade, mas de sobrevivência. Um episódio ilustre foi quando o grupo desembarcou em peso do governo Dilma Rousseff ao ver que o barco começou a afundar – em pouquíssimo tempo, já estava na canoa de Michel Temer (MDB).

A pesquisa Datafolha que será divulgada hoje ainda está sendo feita nas ruas, ou seja, vai medir ao menos parte do impacto da prisão de Milton Ribeiro e toda a consequência do aumento dos preços dos combustíveis.

O Centrão acompanha tudo em clima de Copa do Mundo – não de alegria, mas de tensão.

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