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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como o caso do salário de Moro pode parar nas mãos de Augusto Aras

Petição enviada à Procuradoria-Geral da República pode abrir nova frente de investigação sobre atividades do ex-juiz na iniciativa privada

Por Reynaldo Turollo Jr. Atualizado em 4 fev 2022, 11h02 - Publicado em 4 fev 2022, 10h47

Além da apuração que enfrenta no TCU (Tribunal de Contas da União) por causa de seu contrato com a Alvarez & Marsal, o ex-juiz e candidato à presidência, Sergio Moro (Podemos), pode ter dor de cabeça em outra frente: a PGR (Procuradoria-Geral da República). Nesta quinta-feira, 3, o deputado federal Rui Falcão (SP), ex-presidente do PT, protocolou um pedido para que Augusto Aras acione a Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para saber se há, nesses órgãos, alguma apuração ou comunicação de atividades suspeitas envolvendo Moro, suas empresas ou seus familiares e quaisquer empresas do grupo Alvarez & Marsal.

No último dia 28, após algumas semanas de hesitação, Moro revelou numa live, ao lado de Kim Kataguiri, que recebeu cerca de 3,7 milhões de reais da A&M por serviços que prestou à empresa de consultoria. O fato vem sendo explorado por adversários do ex-juiz porque a A&M tem entre seus clientes empreiteiras que entraram em recuperação judicial depois de serem atingidas pela Lava Jato, como a Odebrecht.

“As informações preliminares levantadas pelo TCU e os novos dados apresentados pelo próprio Sergio Moro reforçam a necessidade de um escrutínio público na relação entre Sergio Moro e Alvarez & Marsal, dada a existência de fortes indícios não apenas de um grave conflito de natureza ética, mas também de possíveis crimes contra a administração, tráfico de influência e utilização de informação privilegiada”, afirma Rui Falcão na petição endereçada ao procurador-geral.

O documento é assinado por nove advogados do Prerrogativas, entre eles os coordenadores do grupo, Marco Aurélio de Carvalho e Fabiano Silva dos Santos, e o jurista Lenio Streck. Se Aras atender ao pleito, pode-se abrir um novo front de desgaste para Moro em pleno ano eleitoral.

Um dos principais pontos questionados pelo Prerrogativas na peça enviada à PGR é uma nota fiscal emitida pela empresa de Moro em 17 de fevereiro de 2021, no valor de 811.890 reais, pagos de uma só vez pela Alvarez & Marsal Consultoria em Engenharia Ltda., pessoa jurídica diferente da que o ex-juiz afirma que lhe pagou pelos serviços de compliance, a Alvarez & Marsal Disputas & Investigações Ltda. A nota fiscal foi apresentada pelo próprio Moro e, na visão dos advogados, pode expor uma incongruência nos relatos do ex-juiz.

Nota fiscal emitida por empresa de Moro questionada no pedido do Prerrogativas à PGR
Nota fiscal emitida por empresa de Moro questionada no pedido do Prerrogativas à PGR Prerrogativas/Reprodução

Moro nega com veemência qualquer irregularidade nos serviços que prestou enquanto esteve na iniciativa privada. Ele afirma que, como empregado da A&M, não atuou nos casos relacionados às empreiteiras afetadas pela Lava Jato.

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