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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Bruno Ribeiro, Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como Datena vê as chances de ser vice de Ciro Gomes à Presidência em 2022

Apresentador mantém pré-candidatura ao Planalto, lançada pelo PSL, e faz elogios ao cearense, com quem tem conversado, mas diz: ‘tenho mais chances que ele’

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 16 out 2021, 09h09 - Publicado em 16 out 2021, 09h28

Decidido a estrear nas urnas em 2022 e lançado pré-candidato à Presidência pelo PSL, o apresentador José Luiz Datena mantém boa relação com o ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes (PDT), que o convidou para ser candidato a vice em sua chapa ao Palácio do Planalto. Na entrevista que concedeu às Páginas Amarelas de VEJA, publicada nesta sexta-feira, 15, Datena falou mais sobre as tratativas com o amigo e das circunstâncias em que poderia compor uma aliança com o ele. Os dois jantaram recentemente em São Paulo, em um encontro que incluiu a mulher de Ciro, Giselle Bezerra, e um assessor do cearense.

“Se o Ciro se acertar com esse partido União Brasil [resultado da fusão entre PSL e DEM], eu abriria mão da candidatura e seria o vice dele. Caso contrário, não, eu vou pro pau com ele”, disse Datena, considerando a hipótese de ter a candidatura ao Planalto garantida dentro do partido. Ele está disposto a manter a postulação internamente e aberto a disputar prévias na nova legenda. O União Brasil também tem como candidatos o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ambos do DEM. Para o apresentador, no entanto, um acerto entre Ciro Gomes e o novo partido é “praticamente impossível”.

Caso não consiga legenda para concorrer à Presidência no União Brasil, Datena já decidiu que não ficará no partido. Neste caso, incluiria entre as possibilidades candidaturas a governador ou senador e estaria aberto aos convites que tem recebido, incluindo o do PDT. Nem por isso, contudo, vê como automática uma chapa com Ciro.

“Há mais chance de ser candidato ao governo [de São Paulo] pelo partido dele do que a vice dele. Eu disse ‘Ciro, como é que você vai sair chapa pura comigo, o que eu tenho a te oferecer?’. Ele falou da popularidade, da credibilidade. Eu disse que é pouco, para uma eleição você tem que fazer coligação, até para tempo de televisão, que ele não tem muito”, afirmou.

Questionado sobre quais atributos poderia acrescentar a uma candidatura do candidato do PDT, que tem tentado se deslocar mais ao centro para ampliar suas chances eleitorais, o apresentador do Brasil Urgente brinca: “eu não seria vice, seria tradutor dele. Porque o Ciro é genial, tem ideias brilhantes na sua cabeça, mas, apesar de ter contratado João Santana, um publicitário brilhante, ele tem dificuldade de expor as ideias que ele tem e transformar isso num linguajar mais popular”.

À parte as possibilidades de um acerto entre ambos, o jornalista vê em Ciro Gomes um “ótimo candidato”, com chances de quebrar a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro, mas pontua: “eu tenho mais que ele”.

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