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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como a campanha antecipada favorece Lula e Bolsonaro

Na prática, líderes nas pesquisas já se apresentam como candidatos há mais de um ano

Por Reynaldo Turollo Jr. Atualizado em 21 mar 2022, 18h06 - Publicado em 21 mar 2022, 11h50

A campanha oficial dos candidatos à Presidência da República só começa em agosto, mas na prática já acontece há muito tempo. O resultado dessa campanha antecipada, segundo especialistas, é a consolidação muito prematura da intenção de votos, o que dificulta o surgimento de alternativas eleitorais que escapem da polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Segundo pesquisa BTG/FSB divulgada nesta segunda-feira, 21, 71% dos eleitores dizem que a decisão sobre em quem votar “já está tomada e não vai mais mudar”, ante 28% que admitem que ainda podem mudar.

Segundo o levantamento, o ex-presidente Lula tem 43% das intenções de voto contra 29% de Bolsonaro, no cenário estimulado (quando são dadas opções de candidatos para o entrevistado). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Analistas apontam que, do lado de Bolsonaro, a campanha começou logo que ele assumiu a cadeira de presidente, em 2019, pois desde então vem explicitando sua intenção de se candidatar à reeleição. Já do lado de Lula, a campanha começou há pouco mais de um ano, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou as condenações impostas a ele pela Lava-Jato e o reabilitou eleitoralmente.

“A consequência foi uma cristalização da intenção de votos muito cedo, o que produz uma alteração na forma como o debate eleitoral vai se dar. O eleitor fica menos aberto a alternativas”, analisa o cientista político Claudio Couto, professor da FGV. Na mesma linha, o diretor do Instituto FSB Pesquisa, André Jácomo, diz que “o contexto de polarização política antecipou as decisões dos eleitores, com isso, as possibilidades para candidatos fora Lula e Bolsonaro hoje são bem mais restritas”.

Desde 2015 as leis que restringiam a campanha eleitoral antecipada vêm sendo flexibilizadas. Hoje, pelas normas e pela jurisprudência da Justiça Eleitoral, a única coisa que um pré-candidato não pode fazer antes do período oficial de campanha (que neste ano começa em 16 de agosto) é pedir votos expressamente.

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