Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Com dois anos de atraso, Bolsonaro desengaveta substituto do Mais Médicos

Criado em dezembro de 2019, o Médicos pelo Brasil terá primeiro edital lançado no mês que vem, com a previsão de contratar 5 mil profissionais

Por Caíque Alencar Atualizado em 18 nov 2021, 10h35 - Publicado em 18 nov 2021, 10h20

O governo do presidente Jair Bolsonaro tirou da gaveta, após dois anos de sua oficialização, um programa do Ministério da Saúde criado para substituir o Mais Médicos. Chamado de Médicos pelo Brasil, o programa ficou parado em meio à maior crise sanitária da história do país e vai ter o seu primeiro edital publicado no mês que vem para selecionar 5 000 profissionais – estes médicos serão deslocados para as regiões que mais sofrem com a carência no atendimento à saúde. A prova para ingressar no programa será aplicada em janeiro e os profissionais poderão ser convocados até o final de março.

Criado em julho de 2013, sob o mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), o Mais Médicos é considerado um programa de sucesso em seu objetivo de garantir a universalização no acesso à saúde – o balanço mais recente feito pelo programa, que ainda continua em vigor, estima que ele cobre 73% dos municípios brasileiros e atinge 63 milhões de pessoas.

Apesar do êxito, o programa sempre foi alvo de críticas de Bolsonaro, que reprovava a inclusão de médicos estrangeiros no Mais Médicos, principalmente os cubanos. Agora, no entanto, o presidente lança o Médicos pelo Brasil justamente com o mesmo escopo de seu antecessor, com a diferença de que não serão feitas contratações de médicos estrangeiros.

O Programa Médicos pelo Brasil tem a finalidade de incrementar a prestação de serviços médicos em locais de difícil provimento ou de alta vulnerabilidade e de fomentar a formação de médicos especialistas em medicina de família e comunidade, no âmbito da atenção primária à saúde no SUS“, diz trecho da lei que instituiu o programa.

O lançamento do programa voltado à saúde ocorre em meio aos esforços de Bolsonaro em repaginar iniciativas que deram certo a pouco de menos de um ano das eleições de 2022. Parte do esforço ficou claro após o encerramento do Bolsa Família, que foi substituído pelo Auxílio Brasil e vai distribuir renda às populações mais carentes até o fim do ano que vem, ano em que o presidente tenta se reeleger.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)