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Caixões, falta de ar, isolamento: as imagens mais chocantes da pandemia

Levantamento do Instituto Locomotiva analisou reação e sentimentos das pessoas a vídeos de diferentes momentos da crise sanitária

Por Da Redação Atualizado em 21 jun 2022, 19h29 - Publicado em 21 jun 2022, 11h14

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva mapeou as reações e sentimentos das pessoas a imagens das fases mais marcantes da pandemia de Covid-19 no Brasil. O estudo neurocientífico identificou os momentos de maior engajamento e impacto emocional a partir do que aconteceu no cérebro e corpo dos participantes enquanto assistiam a seis vídeos gravados no período da crise sanitária, previamente selecionados.

Para medir o impacto, a pesquisa utilizou como tecnologias a EEG (eletroencefalografia) — para identificar percepções e juízos inconscientes extraídos das ondas cerebrais -; HRV (exame de variação cardíaca) — para detectar emoções no corpo –; e rastreamento ocular — para detectar pontos de atenção, rotas do olhar e tempo de fixação.

Os vídeos utilizados foram 1) início da pandemia (quando ainda havia muitas dúvidas sobre o impacto da doença; 2) a crise da falta de oxigênio em Manaus (com pessoas desesperadas nos hospitais); 3) cenas de isolamento social; 4) vidas perdidas (com imagens de velórios, caixões e sepultamentos coletivos); 5) reencontro (com pessoas tendo altas dos hospitais e familiares se abraçando); e 6) início da vacinação.

Temas como o acúmulo de mortes, a falta de oxigênio em Manaus e os reencontros pós-Covid-19 foram os que despertaram os principais gatilhos emocionais. Já os filmes sobre o início da pandemia e da crise de oxigênio foram os que provocaram o ápice do engajamento cerebral. As cenas de discursos negacionistas, aliados aos abraços de pessoas cobertas por plástico, prenderam mais o olhar das pessoas na tela do que qualquer outra passagem.

As imagens que geraram mais impacto são as que ilustram as mortes pela doença. Caixões sendo carregados, covas nos cemitérios, enterros e falas marcantes de jornalistas no auge da pandemia geraram muito estresse cerebral.

enterro coletivo de vítimas da pandemia de coronavírus, no cemitério Parque Taruma, em Manaus
Parentes durante um enterro coletivo de vítimas da pandemia de coronavírus, no cemitério Parque Taruma, em Manaus Andre Coelho/Getty Images
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A crise de oxigênio em Manaus foi considerada a segunda mais impactante da pandemia. De acordo com a pesquisa, as imagens do colapso dos atendimentos na cidade geraram recorde de engajamento, gatilho para picos de estresse, além de sentimentos como tristeza, raiva e angústia.

“A nossa decisão de usar neurociências para mapear os impactos desses momentos nas pessoas partiu do fato de que a carga não-declarativa, inconsciente da pandemia é muito superior à carga manifesta, consciente. Essa é uma perspectiva importante, dado que quando é assim o trauma perdura no imaginário muito mais longamente do que quando é devidamente externalizado”, diz Álvaro Machado Dias, professor livre-docente de neurociências na Unifesp e sócio do Instituto Locomotiva.

Retratos do período de isolamento social também foram analisados pelo estudo. Imagens de aglomerações no transporte e bares representam o tema com maior estresse cerebral. A tensão também cresce com as desavenças do governo federal e dos governos estaduais sobre o lockdown, além de declarações negacionistas. O isolamento social como principal medida de combate à proliferação do vírus foi o tema que mais prendeu a atenção da audiência, segundo a pesquisa.

Veja aqui o estudo.

 

 

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