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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Boulos: ‘Precisamos derrotar o bolsonarismo e os tucanos em São Paulo’

Em entrevista a VEJA, coordenador do MTST defende união de esquerda na eleição paulista e relativiza aliança com Alckmin: 'Vice não é figura central'

Por Bruno Ribeiro 21 mar 2022, 12h59

O ex-candidato à Presidência da República pelo PSOL em 2018 e à prefeitura de São Paulo em 2020, Guilherme Boulos, que anunciou nesta segunda-feira, 21, a desistência de concorrer ao governo de São Paulo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, disse a VEJA que o projeto da esquerda é derrotar tanto o bolsonarismo quanto o PSDB no estado, mas que o bolsonarismo “é a pior coisa que há no país”. Ele diz que apoiará a candidatura de Fernando Haddad (PT) e, após protagonizar uma série de embates contra Geraldo Alckmin no estado, evita fazer críticas ao ex-tucano que deve ser vice de Lula em outubro. Leia a entrevista:

Por que o senhor e o PSOL consideraram abrir mão da candidatura ao governo? Tomamos essa decisão em diálogo com meus companheiros de partido para buscarmos uma bancada mais forte da esquerda no Congresso Nacional e, claro, também ajudar a puxar votos para o PSOL. Não só superar a cláusula de barreira, aumentar a bancada do partido, mas também chamar a atenção para as eleições do Legislativo e derrotar o Centrão. E, claro, contribuir para um projeto de unidade em São Paulo. Para que possamos derrotar os tucanos e o bolsonarismo no estado mais rico do Brasil, é importante que a gente construa uma unidade e eu defendo que o Fernando Haddad é o melhor nome para isso.

Há outro nome colocado no campo da esquerda, que é o Márcio França. Por que o apoio ao Haddad? O Haddad, além de estar na frente nas pesquisas, é o que melhor representa um projeto de esquerda, a partir da nossa retirada, para o estado. Essa é uma posição minha.

Qual é a sensação de abrir mão desse projeto de disputar o governo? A gravidade do momento que a gente vive no Brasil exige gestos políticos, generosidade política. Não pode se pautar por vaidades pessoais. É preciso um projeto coletivo.

Contra a candidatura de Haddad há o projeto bolsonarista, com Tarcísio de Freitas, e o projeto do PSDB, de Rodrigo Garcia, candidato do Doria. Esses adversários têm pesos diferentes? Como o senhor vê essas candidaturas? O bolsonarismo é a pior coisa que há no país. Agora, os governos tucanos, em 27 anos, paralisaram o estado, atacaram o serviço público, maltrataram os servidores, não têm políticas sociais. São Paulo é o estado mais rico do país e um dos mais desiguais. Precisamos derrotar tanto os tucanos quanto o bolsonarismo.

Apoiando Haddad, e especialmente Lula, vem a questão de Geraldo Alckmin, contra quem o senhor. já protagonizou vários embates. Vocês caminham para apoiar um projeto que, se não tem ele como figura central, tem como uma das mais importantes. Como explicar isso para o seu eleitorado? Minha posição em relação ao Geraldo Alckmin é clara. Vice não é figura central. Achamos que o Lula é a candidatura que melhor representa a chance de derrotar o bolsonarismo no Brasil. Tem apontado para a decisão de ter Alckmin como isso e já colocamos nossa posição com relação a isso. O papel que o PSOL vai ter na campanha nacional é buscar colocar pautas que para nós são muito importantes, muito caras, em defesa dos interesses populares.

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