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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Bolsonaro veta faixas contra Moraes, Lula e STF em ato na Paulista

Ex-presidente não quer que manifestação complique ainda mais a situação dele na Justiça

Por Adriana Ferraz
Atualizado em 13 fev 2024, 19h20 - Publicado em 13 fev 2024, 12h22

Ao convocar apoiadores para um ato na Avenida Paulista, no próximo dia 25, em sua defesa, o ex-presidente Jair Bolsonaro tomou uma precaução. Pela primeira vez, pediu a seus eleitores que não levem consigo qualquer faixa ou cartaz contra seus adversários. A orientação é apenas trajar roupas verde-amarelas.

A preocupação faz sentido. Investigado por participação na tentativa de um golpe contra a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro pretende agora apenas demonstrar força política e não complicar ainda mais sua situação fazendo ou ouvindo xingamentos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Vale lembrar que, em setembro de 2021, também na Avenida Paulista, o então presidente chamou Moraes de “canalha” e afirmou que não iria cumprir suas determinações judiciais. Na época, as ordens eram relacionadas justamente a declarações ou reuniões classificadas como antidemocráticas e também a afirmações que levantavam dúvidas sobre a legalidade do sistema eleitoral brasileiro.

“Temos um ministro do Supremo que ousa continuar fazendo aquilo que nós não admitimos. Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair”, declarou Bolsonaro sobre Moraes. E, diante da multidão, continuou: “Acabou o tempo dele. Sai, Alexandre de Moraes. Deixa de ser canalha. A paciência do nosso povo já se esgotou, não podemos admitir um sistema eleitoral que não oferece qualquer segurança.”

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Depois de se tornar inelegível e de ser investigado por suposta tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro quer uma “fotografia” do apoio que ainda arregimenta um ano após deixar a Presidência. “Mais do que discursos”, disse. 

O convite foi replicado nas redes sociais na noite desta segunda, 12, por aliados, que já falam em reunir mais de 500 mil pessoas na Paulista. A manifestação em “defesa do estado democrático de direito” também servirá para pressionar políticos que buscam apoio do ex-presidente para as eleições de 2024 ou que se elegeram em 2022 com a bandeira bolsonarista – como o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – a “sair de cima do muro”. 

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