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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho e Isabella Alonso Panho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Bolsonaro pode pagar dívida de R$ 360 mil que Jair Renan discute com banco

Ex-presidente estaria disposto a quitar o débito enquanto o Zero Quatro, que se diz vítima de ex-sócio, tenta renegociar a dívida com instituição financeira

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 Maio 2024, 12h25 - Publicado em 11 abr 2024, 19h02

Os advogados de Jair Renan Bolsonaro apresentaram uma proposta de renegociação da dívida de 360.000 reais do filho Zero Quatro de Jair Bolsonaro com um banco privado. Segundo interlocutores, o ex-presidente estaria disposto a quitar o débito do filho que, segundo a defesa, é vítima de golpe de um ex-sócio.

Nesta semana, o banco pediu à Justiça a apreensão de bens de Renan após os credores não conseguirem a intimação para a cobrança. O endereço inicial era o estádio Mané Garrincha, em Brasília, local registrado de funcionamento da empresa Bolsonaro Jr Eventos e Mídia. Atualmente, Jair Renan mora em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina, onde é pré-candidato a vereador. Ele também trabalha no gabinete regional do senador Jorge Seif (PL-SC), com salário de 9.500 reais.

A dívida, que é discutida na 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais e Conflitos de Brasília, está arrolada no processo do qual Jair Renan é alvo por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. Em março, o Zero Quatro tornou-se réu após a Polícia Civil do Distrito Federal apontar em investigação que ele e seu sócio e instrutor de tiro, Maciel Alves, usaram informações falsas da empresa de eventos para conseguir empréstimos junto a bancos.

O inquérito mostra que Maciel inventou um laranja para abrir uma conta bancária, além da empresa ter fraudado a receita fictícia de 4,6 milhões de reais, com a qual os empréstimos eram aprovados — foram três, entre 2022 e 2023, totalizando 291.000 reais. Como a dívida não foi quitada, o banco decidiu acionar o filho do ex-presidente na Justiça, que determinou o pagamento corrigido para 360.000 reais.

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“O banco também foi lesado pelo estelionatário e não quer saber se ele (Jair Renan) foi vítima de golpe. O que a gente pode fazer é pagar no banco e depois ir cobrar do estelionatário, que é o Maciel. Por isso fizemos a proposta”, diz o advogado Admar Gonzaga.

A defesa reafirma que Jair Renan foi vítima de golpe do ex-sócio, que teria se passado por ele ao contrair o empréstimo, e diz que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo que está em andamento. “Um golpista se passou por ele e pegou um empréstimo. Nunca entrou um tostão na conta do Renan. Vamos mostrar que ele não tem responsabilidade nessa fraude, e isso está fácil de comprovar. Ele será inocentado”, diz Gonzaga.

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