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‘Bancada da vingança’: os demitidos por Bolsonaro que tentarão o Congresso

Antigos aliados do presidente vão disputar vagas na Câmara e no Senado com discurso crítico ao governo

Por Da Redação Atualizado em 4 ago 2022, 12h29 - Publicado em 4 ago 2022, 10h24

Não é novidade que o presidente Jair Bolsonaro (PL) coleciona uma lista de desafetos, muitos deles exonerados do governo após desentendimentos ruidosos com o chefe do Executivo. Alguns desses ex-aliados se preparam agora para tentar a sorte na política e, quem sabe, travar novas batalhas com Bolsonaro mais à frente no Congresso, caso o presidente seja reeleito.

Entre esses nomes está o do cientista Ricardo Galvão, ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ele foi demitido do órgão em 2019, após divulgar dados sobre o desmatamento na Amazônia que o governo considerou muito desfavoráveis. Galvão se filiou à Rede Sustentabilidade e anunciou que vai concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Na terça-feira, 2, o ex-Inpe publicou um vídeo, em tom de campanha, com críticas ao presidente. “A ciência brasileira resistiu e continuará resistindo a Bolsonaro”, diz um trecho da gravação.

Outro nome, este bem mais conhecido, é Sergio Moro (União Brasil), que deixou o Ministério da Justiça em meio a um embate com Bolsonaro. O ex-ministro afirmou que o mandatário teria interferido politicamente na Polícia Federal e pediu exoneração da pasta. Neste ano, o plano de Moro é conseguir uma cadeira no Senado pelo Paraná. O ex-juiz, no entanto, tem evitado fazer críticas diretas a Bolsonaro recentemente e investe mais nos ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT.

Constantemente atacado pelo presidente da República por sua atuação na pandemia de Covid-19, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (União Brasil) também vai disputar as eleições. O médico já foi deputado federal, ensaiou concorrer à Presidência da República como um nome da terceira via, mas no final vai tentar o Senado pela primeira vez, pelo Mato Grosso do Sul.

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub (PMB) foi demitido do governo em junho de 2020, em meio a pressões para reduzir a crise institucional com o Supremo Tribunal Federal, de quem era um dos maiores críticos na Esplanada. Depois disso, passou de amigo a desafeto do presidente. Chegou a se lançar pré-candidato ao governo de São Paulo, mas recuou e vai mesmo disputar uma vaga na Câmara. Anunciou que irá votar em Bolsonaro com restrições porque odeia Lula (“Vou tapar o nariz e votar no Bolsonaro”, disse). Seu principal adversário será o Centrão, a quem acusa por sua ruína e por ter, na sua avaliação, tomado o controle do governo Bolsonaro.

Há ainda Alexandre Saraiva (PSB), delegado da Polícia Federal e ex-superintendente da corporação no Amazonas, que agora é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Ele foi afastado do cargo e transferido para Volta Redonda (RJ) após denunciar o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta interferência a favor de madeireiros ilegais alvos de operação. O desenrolar do episódio acabou levando à queda do ministro, que agora também vai tentar uma vaga na Câmara dos Deputados, pelo PL, em São Paulo.

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