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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

João Santana diz que levou ‘tremendo calote’ da Venezuela

Com novo visual, publicitário falou a deputados na CPI que investiga os empréstimos do BNDES

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 10 jul 2019, 14h59 - Publicado em 10 jul 2019, 09h34

Não foi só o Brasil que levou um calote milionário da Venezuela. O ex-marqueteiro político de Lula e Dilma, João Santana, também. Em tom de desabafo, Santana disse nesta terça-feira na Câmara dos Deputados que levou um “tremendo” prejuízo do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), de que faz parte Nicolás Maduro e que foi fundado por Hugo Chávez. Ele falava à CPI do BNDES, que investiga justamente os empréstimos feitos pelo banco ao país vizinho.

“Eu lamento como cidadão brasileiro esse calote que a Venezuela está dando no Brasil. Eu também recebi um tremendo calote na Venezuela. Ficou uma dívida que o partido não me pagou”, afirmou.

Santana esteve à frente da propaganda da campanha à reeleição de Hugo Chávez, em 2012, na qual o político saiu vitorioso. Em sua delação premiada, Mônica Moura, mulher de Santana e responsável por cuidar das contas da sua empresa de publicidade, contou ao Ministério Público Federal que Maduro, na época vice de Chávez, pagou a ele 11 milhões de dólares “por fora”. Faltaram, segundo ela, nada menos que 15 milhões de dólares, que nunca foram pagos.

Quando os deputados da CPI o questionaram sobre a campanha de Maduro de 2013, Santana pediu a palavra para fazer uma “retificação”: “Nós não fizemos a campanha de Maduro. Eu me neguei a fazer, até porque havia uma dívida muito alta e eu não tinha a segurança de que iria receber”, disse ele, contrariado.

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