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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Antivacina, Djokovic se torna queridinho de bolsonaristas nas redes

Tenista sérvio se recusou a apresentar comprovante de vacinação contra Covid-19 para participar do Aberto da Austrália e foi deportado

Por Da Redação 17 jan 2022, 12h18

Deportado para sua terra natal depois de se recusar a ser vacinado contra a Covid-19 para participar do Aberto da Austrália, o tenista sérvio Novak Djokovic é o mais novo queridinho da base de apoio do presidente Jair Bolsonaro por insistir no péssimo exemplo de rejeitar o imunizante. 

O atleta chegou nesta segunda-feira, 17, à Sérvia após ter um recurso rejeitado pela Justiça australiana para permanecer no país sem apresentar o comprovante de vacinação. Ele chegou a Melbourne no último dia 5, foi detido no aeroporto e teve seu visto cancelado por não apresentar justificativa médica válida para deixar de apresentar o documento.

Pelas redes sociais, a postura do tenista foi festejada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “Optou pela liberdade e hoje torna-se um líder mundial nesta área”, escreveu no Twitter o filho Zero Três do presidente da República — que também não cede em sua postura de colocar em xeque a eficácia do imunizante, que até agora tem demonstrado funcionar com a redução de mortes mesmo numa nova onda de alta de casos.

A retórica foi repetida pelo deputado Osmar Terra (MDB-RS), que lançou uma especulação: “O Tribunal australiano, na prática, ‘revogou’ uma lei biológica, ao não reconhecer ou não querer nem testar a imunidade natural, que Djokovic deve ser portador, ao ter se curado recentemente da Covid”, tuitou.

O sérvio foi parabenizado pelo deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), que disse o tenista “estimula a liberdade”. O mesmo argumento foi esgrimido pelo assessor pessoal de Bolsonaro, o tenente Mosart Aragão. “Novak Djokovic será sempre campeão para aqueles que valorizam a liberdade”, disse. 

É importante ressaltar que a Austrália não obrigou nem forçou Djokovic a tomar a vacina, mas aplicou regras para a entrada de estrangeiros dentro dos limites do direito internacional, que inclui o cumprimento de determinados requisitos para a permanência. 

A própria exigência de imunização não é nenhuma novidade. O comprovante de vacinação contra febre amarela, por exemplo, é exigido há tempos para ingresso em países com risco de contágio pela doença, como África do Sul, China, Singapura e a própria Austrália.

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