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Acusado de assédio sexual, ex-ministro de Lula reage: ‘estou vivo’

Silvio Almeida criticou as denúncias se diz indignado e à procura de justiça

Por Ramiro Brites Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 fev 2025, 19h19
Acusado de assédio sexual, ex-ministro de Lula reage: ‘estou vivo’ Priorize VEJA no Google

O advogado, filósofo e ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, voltou às redes sociais neste sábado, 15, para criticar as denúncias sobre assédio sexual. Ele foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro do ano passado após vir à tona a acusação de assédio sexual de várias mulheres, entre elas, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. As denúncias foram feitas por meio da organização Me Too Brasil, especializada no combate à violência de gênero.

Na publicação, Almeida diz que houve uma tentativa de apagamento, em alguns casos permeada de racismo, e disse que vai buscar justiça. “Tentaram me transformar repentinamente em um monstro, um homem que sempre enganou milhares de pessoas, um ‘abusador’ de mulheres”, escreveu o jurista.

“Eu estou vivo, continuo indignado e não quero compaixão e nem ‘segunda chance’. Eu quero justiça”, acrescentou.

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Ele disse que foi alvo de uma tentativa de apagamento da sua contribuição como advogado, acadêmico e ativista do movimento negro. Ele anunciou que voltará a publicar vídeos no YouTube, onde entrevistava personalidades negras e explicava conceitos filosóficos, culturais, além de versar sobre direito, política e questões sociais. Disse ainda que lançará uma nova edição “ampliada e revisada” de “Racismo Estrutural”, sua obra mais conhecida. além de outros quatro projetos acadêmicos.

Relembre o caso

Em 6 de setembro de 2024, a Presidência da República emitiu um comunicado de que o SIlvio Almeida seria demitido por Lula e que o “presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual”. A nota também informou a abertura de uma investigação pela Polícia Federal e outra pelo Comitê de Ética do Planalto.

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Após vir à tona denúncias de assédio contra Silvio Almeida, por meio da ONG Me Too, várias mulheres começaram a revelar e relatar condutas inapropriadas do ex-chefe do Ministério dos Direitos Humanos. Uma delas, uma colega da Esplanada dos Ministérios, Anielle Franco, que comandou a pasta de Igualdade Racial. A VEJA, ela falou publicamente pela primeira vez sobre o assunto e detalhou vários episódios. “Eu o conhecia pela sua trajetória acadêmica. Não tínhamos nenhuma relação profissional até a transição do governo, em dezembro de 2022. Ali começaram as atitudes inconvenientes, que foram aumentando ao longo dos meses até chegar à importunação sexual”, disse a ministra.

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