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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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A nova ofensiva de Lula sobre o agronegócio ‘bolsonarista’

Com apoio de Kátia Abreu, petista volta a falar de medidas do PT que alavancaram produtividade e diz que resistência do setor é 'questão ideológica'

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 6 out 2022, 17h43 - Publicado em 6 out 2022, 15h13

Um dos segmentos mais refratários à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, o agronegócio continua no radar do petista na disputa ao segundo turno contra o presidente  Jair Bolsonaro (PL).

Se anteriormente o vice Geraldo Alckmin (PSB) já havia sido escalado para dialogar com importantes nomes do setor, agora a campanha ganhou o reforço da senadora Kátia Abreu (PP-TO). A pecuarista e ex-ministra da Agricultura de Dilma Rousseff (PT) declarou apoio a Lula na última quarta-feira, 5, em evento que reuniu dezenas de mandatários em São Paulo.

Na ocasião, tanto Lula quanto Kátia defenderam que, no que diz respeito aos governos do PT, o agronegócio “não tem do que reclamar” e declararam que a resistência do setor à eleição do petista se deve a “questões ideológicas”. A senadora, que neste ano perdeu seu assento na Casa para Professora Dorinha (União-TO), sinalizou ser favorável a uma “Carta ao Agro” e defendeu o estreitamento das conversas com o setor.

“Em termos de recursos e condições para trabalhar, financiamento de máquinas, de galpões, de reforma de pastagem, não tem do que reclamar. A não ser que seja alguma questão ideológica com relação a armamento, desmatamento”, afirmou. “Lula foi presidente por oito anos e, Dilma, por seis. Implantaram comunismo? Tomaram terra de alguém? Tacaram fogo? Não tem uma coisa concreta do mundo real”, disse Kátia após encontro com Lula em um hotel de São Paulo.

Questionado sobre a viabilidade da “Carta ao Agro”, Lula afirmou ser reticente à proposta – uma vez que lançar um documento como esse ensejaria o mesmo aceno a outros setores –, mas defendeu que o segmento foi amplamente beneficiado com medidas nos anos de gestão petista.

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“Duvido que encontrem alguém do agronegócio para fazer uma comparação entre o governo do PT e o do Bolsonaro. Do ponto de vista financeiro, da ajuda de venda de produto pro exterior, de financiamento de máquinas para plantar e colher, da medida provisória 452, que negociou a securitização de dívidas de 85 bilhões de reais, todos eles deveriam votar no Lula, sem ter dúvida. Eles nunca tiveram nenhum problema conosco com o financiamento da agricultura, da publicidade às exportações”, afirmou o ex-presidente.

Recriação de ministério

Tema ultrassensível ao agronegócio, a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário defendida por Lula também foi abordada pela ex-ministra – a pasta é responsável por conduzir políticas públicas voltadas à reforma agrária.

“Não sou contra se tiver uma proposta de regularizar as terras, ou seja, de documentar, titular. Regularização fundiária, que é da maior importância, e que nunca foi feito, nunca conseguimos efetivamente fazer no país. Nem no governo de direita nem no de esquerda” afirmou Kátia.

“O investimento na pequena propriedade é questão importantíssima. Não é única e exclusivamente reforma agrária. Não existe mais terra improdutiva no Brasil hoje. Mas nada impede que as terras devolutas do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] possam ser transformadas em assentamentos para quilombola, indígenas. Isso não tem nada de mais. O que sou contra é a invasão de terra, que é o esbulho, você tomar as coisas de alguém. Sou contra e vou morrer contra”, declarou a senadora.

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