Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A mudança no estatuto que dividiu o partido Novo

Presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro aprovou o voto de minerva num rito considerado irregular por integrantes do diretório

Por Diogo Magri 6 mar 2022, 19h57

No fim do ano passado, o partido Novo aprovou uma mudança em seu estatuto que instituiu o voto de minerva, uma medida que dá ao presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, o poder do veredito em caso de empate nas votações internas. A mudança causou atrito entre alguns membros do diretório nacional, que entenderam o voto de minerva como um instrumento de concentração de poder nas mãos do dirigente.

Entre os críticos se destaca Patricia Vianna, secretária nacional de assuntos institucionais e legais do Novo e co-autora de uma ação judicial contra o partido, que pede a revogação da mudança no estatuto. Na visão dela, a alteração aconteceu através de um “rito irregular” e abriu um precedente “muito perigoso” no ambiente interno da legenda.

Vianna explica que o caminho natural da mudança estatuária seria debatê-la entre os seis integrantes do diretório nacional, com presença de advogados, para então votar sua aprovação. No entanto, ela alega que Ribeiro não discutiu o assunto previamente e o levou para votação na convenção nacional, que é composta pelo diretório mais os presidentes e vice-presidentes estaduais do partido. Na convenção ainda seria necessário 75% do quórum para aprovação mas, de acordo com a secretária, a medida foi autorizada tendo apenas a maioria.

“No diretório a mudança não seria aprovada. Mas o Eduardo sabia que tinha mais chances na convenção, onde ele nomeou pessoas e é mais próximo delas”, diz Patricia Vianna. “Eu sou contra o voto de minerva, mas poderia votar contra e a medida ser aprovada. Não teria problema nenhum. Minha preocupação maior é o rito irregular”, completa. Ela, que participou da fundação do partido em 2011, afirmou que agora o presidente do partido “tem poder para aprovar o que ele quiser”.

Eduardo Ribeiro se defende ao dizer que existe precedente para a convenção nacional emitir resoluções estatutárias, e que o processo foi feito inclusive na gestão do ex-presidente do Novo, João Amoêdo, hoje adversário interno de Ribeiro. “Eu entendo o voto de minerva como importante para evitar o impasse nas votações”, argumenta. “Se vamos crescer, temos que incorporar bons princípios de governança. O voto de minerva é um deles, uma prevenção que deixa a gestão mais organizada”, acrescenta.

A discussão é um dos pontos dentro do racha interno que vive o partido, que culminou no afastamento de Amoêdo da cúpula da legenda. Atualmente, é notória a divisão dos membros entre puristas, que priorizam a valorização da instituição e do princípio de antítese da política brasileira com o qual o Novo nasceu, e defensores do pragmatismo eleitoral, mais preocupados com reeleições e coligações.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)