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Por José Benedito da Silva
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A lista de abandonos e traições a Sergio Moro só aumenta a cada dia

Ex-juiz vê possíveis aliados se afastarem em um momento crucial da pré-campanha

Por Da Redação Atualizado em 24 mar 2022, 10h29 - Publicado em 24 mar 2022, 09h16

O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (Podemos) sabia que não seria fácil tocar uma candidatura presidencial por um partido como o Podemos, que tem apenas onze deputados na Câmara (a 13ª bancada). Mas as dificuldades talvez estejam sendo maiores do que ele imaginava.

A sua candidatura tem cada vez menos aliados e perspectiva cada vez menor em um momento crucial da pré-campanha: os últimos dias da janela partidária, que se encerra daqui a uma semana (1º de abril), quando a movimentação de políticos ajuda a consolidar (ou não) as postulações dos partidos e pré-candidatos.

Primeiro, Moro ficou sem palanque no seu estado, o Paraná, onde o presidente do Podemos local, César Silvestri Filho, trocou o partido pelo PSDB para ser candidato a governador na aliança de João Doria (PSDB). Depois, perdeu o seu candidato em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, já que Arthur do Val deixou o Podemos — e talvez a política — após o escândalo do vazamento de áudios sexistas. Agora, o general Santos Cruz, em quem Moro apostava para a candidatura ao governo do Rio de Janeiro, disse não ao pedido do ex-juiz.

As possibilidades de alianças com outros partidos também são cada vez menores. O União Brasil, que era a principal aposta, tem outros planos: investe em uma coligação com MDB e PSDB e tem outros presidenciáveis na frente, como João Doria e Simone Tebet (MDB).

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Aliados potenciais, como o senador Alessandro Vieira, um dos raros políticos atuais a defender o legado da Operação Lava-Jato, preferiu trocar o Cidadania pelo PSDB e também embarcou na aliança em torno de Doria.

Na bancada na Câmara, três deputados deixaram o partido na atual janela: Diego Garcia (PR) foi para o Republicanos; José Medeiros (MT) migrou para o PL; e Antonio Reguffe (DF) partiu para o União Brasil. A sigla ainda pode perder outros até o fim da janela, como João Carlos Bacelar, que é aliado do PT na Bahia. Para compensar, atraiu outros três: Tiago Dimas (TO), Rodrigo Coelho (SC) e Mauricio Dziedrick (RS). Anunciou, ainda, que irá filiar Raimundo Costa (PL-BA) nesta quinta-feira à noite.

Enquanto isso, Moro está numa viagem à Alemanha.

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