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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A imagem que pode ser determinante na eleição para presidente

A busca por ossos descartados por supermercados escancarou o drama da fome no país, que vai ocupar o debate eleitoral

Por Diogo Magri Atualizado em 23 mar 2022, 12h15 - Publicado em 23 mar 2022, 12h10

O presidente Jair Bolsonaro (PL) terá vários obstáculos para superar na sua tentativa de reeleição, e boa parte deles virá do cenário econômico e social que o país estará atravessando no momento da eleição. Há preocupação com a volta da inflação, com o crescimento econômico e com o desemprego, mas nada pode ser mais decisivo do que a fome, um tema que voltou com força ao debate político neste ano eleitoral.

Desde o ano passado, o problema já se desenhava no horizonte. Mas ganhou força com a cena fotografada por Domingos Peixoto, da Agência O Globo, no Rio de Janeiro e publicada no Jornal Extra, em setembro de 2021, que mostra um homem garimpando pedaços de carne entre restos de comida rejeitados por supermercados. Outras imagens semelhantes foram surgindo pelo país na esteira do aumento dos debates.

Em dezembro passado, pesquisa do Datafolha apontou que 89% dos brasileiros avaliavam que aumentou a fome no país durante o governo Bolsonaro. Ao mesmo tempo, 23% das classes mais pobres do país deixaram de fazer alguma refeição por dia.

Em pesquisa mais recente, BTG/FSB, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é para 51% o candidato mais preparado para reduzir a pobreza e, para 43%, o mais capaz de controlar o aumento de preços. Já Bolsonaro tem 23% e 24% da preferência nos dois critérios, respectivamente.

Não à toa, a fome tem sido parte do discurso petista, antecipando o que será a campanha eleitoral. “As consequências da ascensão da extrema direita no Brasil são (…) os 116 milhões de brasileiros que sofrem algum grau de insegurança alimentar, de moderada a muito grave. Pessoas que só conseguem comer uma vez por dia. E pessoas que simplesmente não têm o que comer”, disse Lula no dia 3 de março.

Protesto
Manifestação contra a fome em São Paulo no final de 2021, organizada por grupos de oposição a Bolsonro MTST/Divulgação

Mas não é apenas Lula que usará o tema para atacar Bolsonaro. Pré-candidato do PDT, Ciro Gomes já declarou que “não é possível um país que é um dos maiores produtores do mundo cobrar preços abusivos dos seus cidadãos por comida”. Outro rival na disputa, Sergio Moro (Podemos) também tocou no assunto em entrevista a uma rádio do Ceará. “A gente tem um problema emergencial a ser resolvido, que é a pobreza, a fome. A gente quer fazer alguma coisa diferente do que fizeram todos os governos anteriores e o atual”, disse.

Na filiação do ex-governador Geraldo Alckmin ao PSB em Brasília nesta quarta-feira, 23, para ser vice de Lula na chapa presidencial, o tema voltou a ser tratado. “O Brasil tem 55 milhões de pessoas passando fome. Não podemos assistir calado a esse absurdo que assistimos no Brasil”, discursou o senador Dário Berger, que será candidato a governador pela frente de esquerda em Santa Catarina.

As estimativas mais recentes apontam que em torno de 20 milhões de pessoas vivem em situação de fome e outros 55 milhões enfrentam a insegurança alimentar – ou seja, têm dificuldades para garantir as refeições mínimas.

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