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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Ramiro Brites. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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A dura resposta dos policiais federais à fala de Bolsonaro sobre reajuste

Representantes da categoria falam em 'grande decepção' e dizem que adiamento do reajuste para o próximo ano é jogada política

Por Victoria Bechara Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 jun 2022, 08h58 - Publicado em 7 jun 2022, 19h46

Após o presidente Jair Bolsonaro (PL) praticamente enterrar a possibilidade de reajuste salarial aos servidores públicos, os policiais federais reagiram negativamente e voltaram a criticar a postura do chefe do Executivo nesta terça-feira, 7. “É lamentável”, classificou Marcus Firme, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais. “Se isso vier a se concretizar, será uma grande decepção”, acrescentou.

Entidades que representam a categoria se mobilizam desde o ano passado para cobrar o aumento de salários e reestruturação de carreiras dos profissionais de segurança pública. Outros servidores públicos da União, como os do Banco Central, também se mostraram insatisfeitos e pediram reajuste, o que fez com que Bolsonaro anunciasse aumento de 5% para todos os servidores públicos federais.

Nesta segunda-feira, o presidente recuou e disse que, “pelo que tudo indica”, não será possível dar nenhum reajuste no corrente ano. “Mas já está na legislação nossa, a Lei Orçamentária Anual, de que para o ano que vem teremos reajustes e reestruturações”, declarou em entrevista ao SBT. No mesmo dia, o governo informou que desistiu de manter a reserva de 1,74 bilhão de reais para beneficiar os servidores, e reduziu o bloqueio no Orçamento de 8,2 bilhões de reais para 6,96 bilhões de reais. 

O presidente foi eleito com a bandeira de valorização das polícias e teve grande apoio de servidores da categoria em 2018. Os agentes, no entanto, agora dizem que as promessas de campanha não foram cumpridas. “Se não houver reajuste, sairemos do governo Bolsonaro recebendo um salário menor do que quando entramos. É a primeira vez que isso acontece com qualquer presidente desde que eu me entendo por gente”, afirmou Marcus Firme.

Para o líder da Fenapef, o adiamento do reajuste para o próximo ano também pode ser considerado uma estratégia. “Prometer uma coisa sem ter na mão é futurologia. Como acreditar em uma promessa que já foi feita no passado, teve oportunidade de fazer, e não fez? Eu acho muito difícil. É uma jogada política com certeza”, assegurou. Questionado se Bolsonaro poderia perder apoio para a reeleição por conta da falta de atenção às polícias, Firme ressaltou que a entidade não se posiciona a favor ou contra um candidato, mas cravou: “Cada um vai fazer suas avaliações, e com certeza a avaliação não é boa”.

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Em nota enviada a VEJA, Luciano Leiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF, afirmou que as mudanças de posicionamento do presidente da República em relação ao reajuste “nada mais são do que uma tentativa de iludir a opinião pública e confundir a população”, enquanto promove “jogos de palavras” com foco em sua campanha eleitoral à reeleição. “Ele se comprometeu com esse reajuste linear sabendo que significava um aumento grande no orçamento. O que ele conseguiu com a promessa aos servidores federais foi uma desculpa conveniente para voltar atrás na reestruturação das forças de segurança da União, que já contavam com previsão orçamentária. Fica claro que falta vontade política e comprometimento de Bolsonaro, que, com isso, promove a desvalorização sem precedentes da segurança pública”, declarou.

 

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