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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A difícil vida do ministro sanfoneiro na disputa por uma vaga no Senado

Gilson Machado ainda patina nas intenções de voto e terá que enfrentar a má avaliação de Bolsonaro e a popularidade de Lula no estado

Por Da Redação 14 Maio 2022, 19h10

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL) é a aposta do presidente Jair Bolsonaro (PL) para conquistar a única vaga ao Senado em disputa no estado de Pernambuco, dentro da sua estratégia de lançar nomes que compunham o seu primeiro escalão e que são identificados com ele para aumentar a sua base de apoiadores na Casa, onde enfrentou dificuldades durante o seu mandato. O dublê de sanfoneiro é um dos auxiliares que mais viajaram com o presidente pelo país e mais apareceram em suas lives na internet, sempre com o instrumento musical a tiracolo.

No entanto, apesar do apadrinhamento, o político não deve ter vida fácil na eleição. Ao lado do pré-candidato ao governo, Anderson Ferreira (PL), ex-prefeito da segunda maior cidade do estado (Jaboatão dos Guararapes), Machado por enquanto tem uma chapa pura para enfrentar os grupos liderados pela deputada federal Marília Arraes (SD) e pela aliança PSB-PT que governa o estado há quatro mandatos e que terá o deputado federal Danilo Cabral (PSB) como candidato ao governo.

Nas pesquisas, Gilson atinge 8% das intenções de voto no seu melhor desempenho. Mesmo assim, a campanha bolsonarista no estado confia na vitória em outubro. O deputado federal André Ferreira (PL-PE), irmão de Anderson Ferreira, confia que as eleições estaduais serão nacionalizadas e, por isso, a maior possibilidade é de um segundo turno no governo entre o candidato do PL e um representante da esquerda, seja Cabral ou Arraes. E isso fortalece Machado na disputa pelo Senado. “São três candidatos meio desconhecidos para o pernambucano no Senado: Gilson Machado, Teresa Leitão (na chapa de Cabral) e André de Paula (na chapa de Marília Arraes). Então o jogo está aberto. Historicamente, o governador mais votado puxa o senador eleito”, avalia André.

“Anderson tem uma vantagem por ter sido um prefeito bem avaliado da segunda maior cidade do Pernambuco. Gilson não tem esse histórico, mas sua presença agrega um voto bolsonarista mais radical”, completa o deputado federal. Ele também acredita que mais partidos serão atraídos para a coligação nos próximos meses.

A aposta na nacionalização feita pela campanha de Gilson Machado é, por ora, um problema. Em Pernambuco, segundo levantamento do Paraná Pesquisas de março, o governo Bolsonaro é desaprovado por 65% dos entrevistados. Na corrida presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 54% dos votos, enquanto o presidente tem 23%.

 

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