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A CPMI que deve atormentar Bolsonaro e seus aliados em pleno ano eleitoral

Comissão do Congresso que apura fake news foi suspensa em 2020 por conta da pandemia, mas vai retomar os trabalhos em 2022 e terá mais seis meses de duração

Por Leonardo Lellis 4 nov 2021, 09h35

Com a aproximação do recesso parlamentar em dezembro e a CPI da Pandemia ainda repercutindo nos corredores de Brasília, a CPMI das Fake News vai ficar só para o ano que vem, depois que os parlamentares voltarem aos trabalhos.

Principal foco de dor-de-cabeça do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados antes da crise sanitária, a comissão que reúne senadores e deputados federais foi suspensa em março de 2020, com o início da crise do novo coronavírus.

A volta aos trabalhos tem tudo para renovar as preocupações do Palácio do Planalto, já que ela tem mais seis meses de prazo para concluir os seus trabalhos, o que vai coincidir com o início do período eleitoral, quando as candidaturas deverão estar definidas.

A CPMI investiga suspeitas de que aliados do presidente Bolsonaro operam uma rede de desinformação para atacar adversários. A peça mais famosa desta engrenagem de propagação de mentiras ficou conhecido como “gabinete do ódio”, formado por auxiliares de Bolsonaro, suspeitos de operarem de dentro do Palácio do Planalto, sob o comando do filho do presidente, Carlos Bolsonaro.

A comissão, que foi instalada para apurar disparos em massa de mentiras e ataques a adversários durante a campanha eleitoral de 2018, também já chegou a Eduardo Bolsonaro, ao descobrir, após uma quebra de sigilo fornecida pelo Facebook, que uma das contas mais ativas nesse sentido nas redes sociais, a Bolsofeios, foi criada a partir do e-mail de Eduardo Guimarães, que é secretário do filho do presidente em seu gabinete na Câmara.

As suspeitas que foram levantadas na CPI da Pandemia deverão ser aprofundadas na retomada dos trabalhos, já que trechos do relatório que citam o funcionamento do gabinete do ódio e das redes bolsonaristas de desinformação serão utilizados pela comissão. 

Além do próprio Bolsonaro, a CPI da Pandemia pediu o indiciamento de outras quinze pessoas suspeitas de espalharem lorotas que colocaram em risco a saúde da população durante a pandemia.

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