Assine VEJA: informação confiável e exclusiva nas eleições + 4 revistas impressas a partir de R$ 35,90/mês.
Imagem Blog

Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A brecha deixada por Mendonça que pode livrar políticos da rachadinha

Ministro do STF paralisou julgamento que definiria, finalmente, se prática pode ser enquadrada como crime de peculato

Por Reynaldo Turollo Jr. 5 dez 2022, 12h56
A brecha deixada por Mendonça que pode livrar políticos da rachadinha Priorizar nos meus resultados Google

Ao pedir vista e suspender o julgamento de uma ação penal que caminhava para condenar, pela primeira vez, um político por rachadinha, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça evitou, na prática, que o plenário da Corte definisse a prática como peculato.

O julgamento era muito aguardado porque serviria de orientação para vários processos sobre rachadinha que tramitam em outras instâncias da Justiça — incluindo os da família Bolsonaro. Muitos promotores, juízes e criminalistas alegam que é difícil condenar um político por desviar salários de assessores porque não existe um tipo penal específico para punir essa prática. O que o Ministério Público tem feito é denunciá-la como crime de peculato, mas não há consenso sobre isso no mundo jurídico. A ação penal que estava sendo julgada no STF ia pacificar essa questão.

O processo tratava de uma acusação de peculato contra o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), ex-coordenador da bancada evangélica, que desviou para si parte dos salários de assessores de seu gabinete nos anos de 2000 e 2001. Em novembro, quando já havia cinco votos para a condenação do parlamentar (eram necessários seis para formar maioria), o ministro André Mendonça pediu vista — mais tempo para analisar o caso. O problema é que o processo estava prestes a prescrever, em 2 de dezembro, e acabou não sendo julgado dentro do prazo. Mendonça é evangélico e foi indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro (PL).

No dia 1º de dezembro, o ministro Luís Roberto Barroso, relator da ação penal, homologou um acordo de não persecução penal assinado entre Silas Câmara e a PGR (Procuradoria-Geral da República). No acordo, o deputado confessou ter recebido os salários de seus assessores, se disse arrependido e se comprometeu a pagar uma multa de 242.000 reais, como reparação ao Estado.

Continua após a publicidade

Embora Barroso tenha reiterado no acordo que Silas Câmara praticou o crime de peculato, o plenário do STF continua sem se pronunciar sobre o enquadramento penal da prática de rachadinha, deixando uma brecha para todos os outros investigados.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).