Gi Iseppe estreia no profissional do São Paulo aos 17 anos: “Foi incrível”
Joia tricolor tem passagens pelas categorias de base da Seleção Brasileira
Aos 17 anos, Gi Iseppe viveu no São Paulo um momento que vinha sendo preparado desde as categorias de base. A atacante passou a integrar o elenco profissional e recebeu a primeira oportunidade entre as jogadoras mais experientes do Tricolor.
A estreia acontece em meio a uma temporada em que ela também defende o sub-20, mas já está integrada ao profissional. “Eu sou muito nova ainda, então acho que ter essa experiência com o profissional é muito bom para mim”, disse ela, em entrevista a VEJA.
A formação e a chegada ao São Paulo
O futebol entrou cedo na rotina de Giovana Figueredo Iseppe. Incentivada pelo pai e pelo avô, ela começou a jogar ainda criança e passou por uma escolinha antes de chegar ao Centro Olímpico, onde iniciou uma fase importante de sua formação. Foi no clube que a atacante passou a disputar competições de base e a enfrentar adversários de diferentes níveis. “O Centro Olímpico foi um sonho para mim. Foi onde eu aprendi tudo, foi minha base,” resume.
No Centro Olímpico, Gi acumulou dois vice-campeonatos, na Liga de Desenvolvimento Sub-14, em 2021, e no Campeonato Paulista Sub-15, em 2022. Depois, passou pelo Corinthians e, durante o período de recuperação de uma lesão no joelho, recebeu o apoio do São Paulo para continuar o tratamento. Recuperada, voltou aos campos pelo Tricolor e rapidamente ganhou espaço nas categorias de formação.
Em 2025, Gi fez parte da equipe campeã paulista sub-17 e, neste ano, esteve no elenco que terminou como vice-campeão brasileiro sub-20. A temporada ainda marcou a aproximação com o time profissional, enquanto ela seguia atuando pela base.
A própria jogadora destaca a integração entre as categorias como um dos pontos importantes do trabalho no clube. Para Gi, a relação entre comissão técnica e atletas ajuda as jogadoras mais jovens a entenderem o ambiente profissional antes mesmo de chegarem definitivamente ao elenco principal.
A estreia entre jogadoras experientes
A oportunidade no profissional veio acompanhada de ansiedade, mas também de boas emoções. Gi contou que Thiago Viana, treinador da equipe principal e profissional que já conhecia seu trabalho nas categorias de base, avisou às jovens que poderia precisar delas. A partir dali, a possibilidade de estrear passou a fazer parte da rotina.
“Eu fiquei mega-ansiosa antes, mas no dia foi mais ainda. E também com as meninas mais velhas que estavam com a gente lá, deixou o momento muito mais especial. Elas ajudaram muito a gente, tranquilizaram também antes do jogo, durante o jogo. Então foi incrível”, contou.
A mudança também significou dividir o campo com jogadoras que, até pouco tempo, eram vistas por Gi apenas como referências do futebol profissional. No começo, ela admite que o impacto foi grande.
“No começo acho que a gente sempre fica muito nervosa, né? Tipo, a gente olha, caraca, Crivelari, nossa, Aline, Bia Menezes, então, tipo, você já fica nervosa assim para jogar junto”, afirmou.
Depois do primeiro impacto, a postura passou a ser de observação e aprendizado. A atacante procura aproveitar a experiência das companheiras e transformar a convivência em conhecimento para o próprio desenvolvimento.
“Eu sempre tento tirar aprendizado com elas, eu pergunto as coisas, tipo, gosto de aprender bastante. E é isso. Acho que é aprender, levar, desfrutar bastante com elas, com a experiência delas e ficar tranquila”, disse. Ela entrou em campo contra a Ferroviária, na derrota por 3 a 0, pelo Paulistão F.
Dudinha como referência
Entre as jogadoras que servem de referência para Gi está Dudinha, ex-São Paulo e hoje no San Diego Wave, dos Estados Unidos. A relação entre as duas começou ainda no Centro Olímpico, quando a atacante acompanhou de perto o desenvolvimento da jogadora que posteriormente chegou ao futebol profissional e à Seleção Brasileira.
A identificação vai além do desempenho dentro de campo. Para Gi, observar alguém que passou por um caminho semelhante na formação ajuda a tornar mais concreto o objetivo de chegar e permanecer no futebol profissional.
Seleção Brasileira
A relação de Gi com a Seleção Brasileira começou em 2024, quando recebeu a primeira convocação para as categorias de base. Desde então, a atacante passou a aparecer com frequência nas listas da equipe nacional, acumulando cerca de sete convocações.
A primeira experiência em um Mundial, porém, não aconteceu como planejado. Convocada para a competição de 2024, Gi sofreu uma lesão no quadril durante a preparação na Espanha e acabou cortada antes da estreia. No ano seguinte, voltou à Seleção e disputou o Mundial Sub-17 de 2025.
O período com a Seleção também ampliou a experiência da atacante em competições internacionais. Gi agora concilia o trabalho no sub-20 e a presença no ambiente profissional do São Paulo, sem deixar de sonhar.
“Eu tenho vontade de jogar fora do Brasil, ganhar títulos com o São Paulo como profissional e também ser convocada para a Seleção principal. Quero jogar uma Olimpíada, uma Copa do Mundo”, finaliza.





