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Gi Iseppe estreia no profissional do São Paulo aos 17 anos: “Foi incrível”

Joia tricolor tem passagens pelas categorias de base da Seleção Brasileira

Por Giselly Corrêa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 set 2026, 12h02 | Atualizado em 9 set 2026, 12h57
Gi Iseppe estreia no profissional do São Paulo aos 17 anos: “Foi incrível” Priorize VEJA no Google

Aos 17 anos, Gi Iseppe viveu no São Paulo um momento que vinha sendo preparado desde as categorias de base. A atacante passou a integrar o elenco profissional e recebeu a primeira oportunidade entre as jogadoras mais experientes do Tricolor.

A estreia acontece em meio a uma temporada em que ela também defende o sub-20, mas já está integrada ao profissional. “Eu sou muito nova ainda, então acho que ter essa experiência com o profissional é muito bom para mim”, disse ela, em entrevista a VEJA.

A formação e a chegada ao São Paulo

O futebol entrou cedo na rotina de Giovana Figueredo Iseppe. Incentivada pelo pai e pelo avô, ela começou a jogar ainda criança e passou por uma escolinha antes de chegar ao Centro Olímpico, onde iniciou uma fase importante de sua formação. Foi no clube que a atacante passou a disputar competições de base e a enfrentar adversários de diferentes níveis. “O Centro Olímpico foi um sonho para mim. Foi onde eu aprendi tudo, foi minha base,” resume.

No Centro Olímpico, Gi acumulou dois vice-campeonatos, na Liga de Desenvolvimento Sub-14, em 2021, e no Campeonato Paulista Sub-15, em 2022. Depois, passou pelo Corinthians e, durante o período de recuperação de uma lesão no joelho, recebeu o apoio do São Paulo para continuar o tratamento. Recuperada, voltou aos campos pelo Tricolor e rapidamente ganhou espaço nas categorias de formação.

Em 2025, Gi fez parte da equipe campeã paulista sub-17 e, neste ano, esteve no elenco que terminou como vice-campeão brasileiro sub-20. A temporada ainda marcou a aproximação com o time profissional, enquanto ela seguia atuando pela base.

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A própria jogadora destaca a integração entre as categorias como um dos pontos importantes do trabalho no clube. Para Gi, a relação entre comissão técnica e atletas ajuda as jogadoras mais jovens a entenderem o ambiente profissional antes mesmo de chegarem definitivamente ao elenco principal.

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A estreia entre jogadoras experientes

A oportunidade no profissional veio acompanhada de ansiedade, mas também de boas emoções. Gi contou que Thiago Viana, treinador da equipe principal e profissional que já conhecia seu trabalho nas categorias de base, avisou às jovens que poderia precisar delas. A partir dali, a possibilidade de estrear passou a fazer parte da rotina.

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“Eu fiquei mega-ansiosa antes, mas no dia foi mais ainda. E também com as meninas mais velhas que estavam com a gente lá, deixou o momento muito mais especial. Elas ajudaram muito a gente, tranquilizaram também antes do jogo, durante o jogo. Então foi incrível”, contou.

A mudança também significou dividir o campo com jogadoras que, até pouco tempo, eram vistas por Gi apenas como referências do futebol profissional. No começo, ela admite que o impacto foi grande.

“No começo acho que a gente sempre fica muito nervosa, né? Tipo, a gente olha, caraca, Crivelari, nossa, Aline, Bia Menezes, então, tipo, você já fica nervosa assim para jogar junto”, afirmou.

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Depois do primeiro impacto, a postura passou a ser de observação e aprendizado. A atacante procura aproveitar a experiência das companheiras e transformar a convivência em conhecimento para o próprio desenvolvimento.

“Eu sempre tento tirar aprendizado com elas, eu pergunto as coisas, tipo, gosto de aprender bastante. E é isso. Acho que é aprender, levar, desfrutar bastante com elas, com a experiência delas e ficar tranquila”, disse. Ela entrou em campo contra a Ferroviária, na derrota por 3 a 0, pelo Paulistão F.

Dudinha como referência

Entre as jogadoras que servem de referência para Gi está Dudinha, ex-São Paulo e hoje no San Diego Wave, dos Estados Unidos. A relação entre as duas começou ainda no Centro Olímpico, quando a atacante acompanhou de perto o desenvolvimento da jogadora que posteriormente chegou ao futebol profissional e à Seleção Brasileira.

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A identificação vai além do desempenho dentro de campo. Para Gi, observar alguém que passou por um caminho semelhante na formação ajuda a tornar mais concreto o objetivo de chegar e permanecer no futebol profissional.

Seleção Brasileira

A relação de Gi com a Seleção Brasileira começou em 2024, quando recebeu a primeira convocação para as categorias de base. Desde então, a atacante passou a aparecer com frequência nas listas da equipe nacional, acumulando cerca de sete convocações.

A primeira experiência em um Mundial, porém, não aconteceu como planejado. Convocada para a competição de 2024, Gi sofreu uma lesão no quadril durante a preparação na Espanha e acabou cortada antes da estreia. No ano seguinte, voltou à Seleção e disputou o Mundial Sub-17 de 2025.

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O período com a Seleção também ampliou a experiência da atacante em competições internacionais. Gi agora concilia o trabalho no sub-20 e a presença no ambiente profissional do São Paulo, sem deixar de sonhar.

“Eu tenho vontade de jogar fora do Brasil, ganhar títulos com o São Paulo como profissional e também ser convocada para a Seleção principal. Quero jogar uma Olimpíada, uma Copa do Mundo”, finaliza.

Jogadora de futebol feminina com camisa branca, listras vermelhas e pretas, número 21, shorts pretos e meias brancas, de costas, caminhando em campo gramado com uma bola Penalty branca, azul e laranja à direita
Gi Iseppe, atacante do São Paulo. (São Paulo/Divulgação)
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