Copa do Mundo Feminina: o que você precisa saber sobre o Mundial no Brasil
A 10ª edição da competição terá 32 seleções, 64 partidas em oito cidades e final no Maracanã
Nesta segunda-feira (31), VEJA estreia o Linha de Frente, um espaço dedicado ao futebol feminino. Recentemente, entramos em contagem regressiva e, agora, faltam apenas 297 dias para aquela que, segundo seus organizadores, será a maior Copa do Mundo Feminina. E não poderia ser diferente, com o Brasil como palco.
Aqui, vale uma contextualização, as Copas do Mundo do futebol de mulheres são realizadas desde 1991, quando a primeira edição aconteceu na China. De lá para cá, Suécia, Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Austrália e Nova Zelândia já receberam o Mundial. A América do Sul, no entanto, nunca havia sido escolhida como sede, fato que mudou em maio de 2024, quando o Brasil foi anunciado pela Fifa como país anfitrião da edição de 2027.
E, com todo respeito aos nossos vizinhos, a escolha não poderia ser mais justa. O Brasil é protagonista histórico do futebol feminino sul-americano, com nove títulos em dez edições da Copa América, e ajudou a construir a história da modalidade mundialmente com jogadoras como Sissi, Marta, Formiga, Cristiane e tantas outras que levaram a Amarelinha a campanhas históricas em mundiais, Jogos Olímpicos e outros torneios.
O slogan escolhido pela Fifa para a Copa do Mundo é “Go Epic”, traduzido para o entusiasmo brasileiro como “Vai ser épico”. E não é apenas o torcedor que está empolgado. Jill Ellis, treinadora bicampeã do mundo e responsável pelos títulos dos Estados Unidos em 2015 e 2019, também não esconde o entusiasmo com a competição em solo brasileiro. Ela conhece bem o tamanho de organizar um Mundial, já que viu duas edições serem disputadas nos Estados Unidos. Hoje, como diretora de futebol da Fifa, tem vindo ao Brasil com frequência nos últimos anos para acompanhar e participar da organização da Copa.
Faltam 297 dias e o Linha de Frente estará aqui para acompanhar o dia a dia da modalidade até o Mundial. Confira as principais informações sobre a Copa do Mundo Feminina até o momento.
Copa do Mundo Feminina terá oito cidades-sede
Serão oito cidades-sede: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Fortaleza. Todas receberão pelo menos sete partidas e terão ao menos um jogo da fase de mata-mata.
O Maracanã será palco tanto da abertura quanto da final. A distribuição de partidas também coloca alguns estádios em posição de destaque ao longo da Copa, caso da Neo Química Arena, em São Paulo, que será o estádio que mais receberá jogos, com dez partidas no total. Na sequência aparecem Maracanã, no Rio de Janeiro, e Castelão, em Fortaleza, com nove jogos cada. O Mineirão, em Belo Horizonte, terá oito partidas, enquanto Mané Garrincha, em Brasília, Beira-Rio, em Porto Alegre, Arena Pernambuco, em Recife, e Fonte Nova, em Salvador, receberão sete jogos cada.
As oitavas de final acontecerão em todos os estádios, entre 10 e 13 de julho. Nas quartas de final, os jogos serão realizados no Mineirão, Castelão, Maracanã e Neo Química Arena. São Paulo e Rio de Janeiro também serão protagonistas na reta final: a Neo Química Arena receberá uma das semifinais, em 20 de julho, além da disputa pelo terceiro lugar, no dia 24, enquanto o Maracanã será palco da outra semifinal, em 21 de julho, e da grande final, marcada para 25 de julho de 2027.
O sorteio que define os grupos do Mundial está marcado para o dia 11 de dezembro, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro.
E a Seleção Brasileira?
Como país-sede, a Seleção abrirá a Copa do Mundo no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 24 de junho de 2027. A segunda partida da fase de grupos será em São Paulo, na Neo Química Arena, em 29 de junho. O terceiro compromisso está marcado para Brasília, no Mané Garrincha, em 4 de julho. O grupo do Brasil e os adversários da primeira fase serão definidos no sorteio.
Até lá, Arthur Elias terá mais alguns meses para definir o grupo brasileiro. A Seleção ainda passará por novas Datas Fifa e terá amistosos como parte da preparação para o Mundial. O treinador já indicou que pretende realizar pelo menos uma janela de jogos em território brasileiro antes da Copa, com a expectativa de que sejam duas. A ideia é aproximar a equipe da torcida e, ao mesmo tempo, permitir que as jogadoras tenham contato com estádios e ambientes que poderão fazer parte da campanha no Mundial.
Programação do Brasil até a Copa
- 5 a 13 de outubro de 2026: Data Fifa, com até dois amistosos.
- 24 de novembro a 5 de dezembro de 2026: Data Fifa, com até três amistosos.
- 26 de fevereiro a 6 de março de 2027: Data Fifa, com até três amistosos.
- 13 a 24 de abril de 2027: Data Fifa, com até três amistosos.
- Maio de 2027: convocação para a Copa do Mundo.
- 1º a 12 de junho de 2027: preparação e concentração na Granja Comary.
- 13 de junho de 2027: último amistoso antes da Copa.
- 24 de junho de 2027: estreia do Brasil na Copa do Mundo.
- 24 de junho a 25 de julho de 2027: Copa do Mundo Feminina no Brasil.
Quantas seleções já estão classificadas?
Até o momento, 18 das 32 seleções já garantiram presença na Copa do Mundo de 2027. Além do Brasil, que tem vaga assegurada por ser o país-sede, a Ásia classificou Austrália, Filipinas, Japão, Coreia do Norte, China e Coreia do Sul. A África tem Argélia, Camarões, Maláui e Marrocos. A América do Sul conta, além do Brasil, com Argentina e Colômbia. A Oceania tem a Nova Zelândia, enquanto a Europa já confirmou Alemanha, França, Dinamarca e Espanha.
As demais vagas serão definidas nos próximos meses, caso da Concacaf, que ainda não tem nenhuma seleção classificada e terá se torneio classificatório nos próximos meses. Ainda haverá ainda uma repescagem intercontinental em fevereiro de 2027, que definirá as últimas participantes do Mundial.
Uma Copa pensada para quebrar recordes
A expectativa da Fifa é que o Mundial de 2027 seja a edição de maior público da história da Copa do Mundo Feminina. Mais de 800 mil pessoas já manifestaram interesse em ingressos, enquanto mais de 95 mil demonstraram interesse em participar do programa de voluntariado, que irá mobilizar 6 mil pessoas em todas as cidades-sede. Para se voluntariar, clique aqui.
Serão 64 partidas ao longo de pouco mais de um mês, envolvendo 32 seleções e oito cidades. A proposta é transformar o Mundial em uma celebração nacional, mas com alcance internacional, levando partidas para diferentes regiões e criando uma experiência que vá além dos estádios. No período, as principais competições do futebol masculino, como Libertadores e Brasileirão, também irão parar.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 também terá ampla cobertura na televisão aberta, na TV por assinatura e no streaming, com o Grupo Globo e a CazéTV. A Globo transmitirá 56 das 64 partidas na TV aberta, ficando de fora apenas os jogos simultâneos da última rodada da fase de grupos, enquanto o sportv exibirá todos os 64 confrontos. Já a CazéTV repetirá a fórmula da Copa masculina e terá cobertura integral, com todos os 64 jogos ao vivo e gratuitamente pelo YouTube.
Próximas edições da Copa do Mundo Feminina
Depois do Brasil, a Copa do Mundo Feminina seguirá para a América do Norte. A edição de 2031 será realizada em Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica. Será mais uma edição com sede compartilhada, algo parecido com o que foi feito na Copa da Austrália e Nova Zelândia, e a Copa masculina deste ano. Para 2035, o Mundial já tem o Reino Unido como sede definida.
Desde a primeira edição, em 1991, na China, a Copa do Mundo Feminina já passou por Suécia, Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Austrália e Nova Zelândia. A América do Sul era o único continente entre as principais regiões do futebol mundial que ainda não havia recebido o torneio.







