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Personagens e histórias do futebol feminino rumo à Copa do Mundo de 2027, no Brasil

Como vai funcionar a publicidade de bets na Copa do Mundo Feminina de 2027

Nova portaria autoriza exposição de marcas de patrocinadores do Mundial, mas mantém algumas proibições; entenda

Por Giselly Corrêa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2026, 17h33 | Atualizado em 21 set 2026, 11h35
Como vai funcionar a publicidade de bets na Copa do Mundo Feminina de 2027 Priorize VEJA no Google

A publicidade de empresas de apostas durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, seguirá regras específicas. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda publicou a Portaria SPA/MF nº 2.596/2026, que estabelece os limites para a exposição das marcas de patrocinadores da competição e cria um procedimento prioritário para a análise de pedidos de autorização de operadores ligados ao torneio.

A presença das casas de apostas no futebol internacional ganhou força na Copa do Mundo masculina de 2022, no Catar, quando uma casa de apostas integrou o grupo de patrocinadores regionais da FIFA na Europa. No Brasil, o período também foi marcado pela expansão das bets no esporte, com marcas do setor ocupando espaços em camisas de clubes e transmissões. O cenário reforçou o debate sobre os limites da publicidade de apostas, tema que volta à discussão com a regulamentação para o Mundial feminino de 2027.

O que os patrocinadores poderão fazer?

As empresas de apostas que tenham vínculo comercial com a Copa do Mundo Feminina poderão realizar ações de exposição institucional de suas marcas nos espaços autorizados pela organização do torneio, incluindo estádios, transmissões oficiais e plataformas digitais relacionadas ao Mundial.

A medida permite que patrocinadores oficiais da FIFA, parceiros comerciais e fornecedores do Mundial exibam suas marcas em estádios, no FIFA Fan Festival, nas transmissões, nas plataformas oficiais e em outros espaços relacionados à competição. A autorização, no entanto, não permite a oferta ou a promoção de apostas ao público brasileiro.

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Para Tagiane Gomide, diretora jurídica da Ana Gaming Brasil, a portaria esclarece um dos principais pontos da regulamentação para a Copa do Mundo Feminina: a diferença entre exposição institucional de marca e publicidade de apostas.

“A portaria deixa claro o limite entre a exposição institucional da marca e a publicidade de apostas. Esse esclarecimento era necessário para um evento internacional realizado no Brasil, porque preserva os direitos comerciais dos patrocinadores oficiais da FIFA sem mudar as regras que já valem para o mercado brasileiro”, diz ela.

O que continua proibido?

A regulamentação mantém as restrições previstas para a publicidade de apostas no Brasil. Entre as práticas proibidas estão a divulgação de links, QR Codes, códigos promocionais, chamadas para cadastro e outros mecanismos que direcionem o público para plataformas de apostas.

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Empresas que não possuem autorização para operar no mercado brasileiro também não poderão veicular publicidade de apostas no país, mesmo que as ações estejam relacionadas à Copa do Mundo Feminina de 2027. A medida esclarece os limites entre a exposição institucional de uma marca e a publicidade de apostas.

“A portaria deixa claro o limite entre a exposição institucional da marca e a publicidade de apostas. Esse esclarecimento era necessário para um evento internacional realizado no Brasil, porque preserva os direitos comerciais dos patrocinadores oficiais da FIFA sem mudar as regras que já valem para o mercado brasileiro”, afirmou Tagiane.

Pedidos de autorização terão análise prioritária

Além de regulamentar a exposição das marcas, a Portaria SPA/MF nº 2.596/2026 estabelece um procedimento prioritário para a análise de pedidos de autorização de operadores relacionados à Copa do Mundo Feminina.

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As solicitações poderão ser apresentadas até 31 de outubro de 2026 e terão tramitação acelerada pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Torcida brasileira em estádio, com muitas pessoas vestindo camisas amarelas e algumas azuis, aplaudindo. Acima, um banner verde com a palavra KEROLIN em amarelo e uma imagem de uma mulher sorrindo com a língua para fora, vestindo camisa amarela. Uma bandeira do Brasil com o nome FORTALEZA está pendurada no banner
Torcida brasileira apoiando a Seleção Feminina contra os EUA, em Fortaleza, durante amistoso em junho deste ano. (Lívia Villas Boas/Staff Images/Divulgação)
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