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Por que os casos de câncer de mama em mulheres jovens estão aumentando?

Consideramos câncer de mama em mulheres jovens os tumores diagnosticados antes dos 50 anos, com incidência mundial de 5 a 7%. Nos últimos anos parece haver um aumento do diagnóstico em mulheres com menos de 40 anos. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam para um acréscimo de 2,6% na porcentagem de aparecimento do […]

Por Antônio Frasson Atualizado em 30 jul 2020, 21h16 - Publicado em 24 nov 2016, 12h00

Consideramos câncer de mama em mulheres jovens os tumores diagnosticados antes dos 50 anos, com incidência mundial de 5 a 7%. Nos últimos anos parece haver um aumento do diagnóstico em mulheres com menos de 40 anos.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam para um acréscimo de 2,6% na porcentagem de aparecimento do câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos entre 2010 -2015. Outro estudo, da Associação de Combate ao Câncer de Goiás, correlacionou o aumento da expectativa de vida das mulheres com o acréscimo do número de casos novos, entre os anos de 1988-2003 no estado. Nesse contexto, observa-se um aumento na incidência do câncer de mama na faixa etária dos 40-60 anos sem afetar as mulheres mais jovens, que corresponde a uma média de 5,3% do total. Ainda segundo os dados de Goiás, 38% dos casos ocorreram antes dos 50 anos, sendo 26% entre os 40 e 50 anos.

Por que isso vem acontecendo?
Podemos apontar quatro razões importantes:
Melhora nos métodos de imagem e diagnóstico de câncer de mama
O avanço tecnológico dos exames de imagem tem proporcionado o diagnóstico de lesões precoces, caracterizando o que podemos chamar de antecipação diagnóstica. Nos locais onde é possivel e os exames estão sendo feitos, diagnostica-se mais câncer, de forma precoce.

Perfil obstétrico
Mulheres com a primeira gestação após os 30 anos de idade, ou que não têm filhos, ou que não amamentaram, apresentam risco maior para câncer de mama. Hoje, elas têm adiado a maternidade, muitas vezes tendo filhos após os 40 anos.

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Sedentarismo
O estilo de vida moderno tem tornado as mulheres sedentárias. Alguns estudos sugerem que quatro a sete horas de exercícios físicos semanais podem reduzir o aparecimento de neoplasia mamária em até 20%.

Ingestão de álcool
O consumo de álcool está associado com o aumento do risco de câncer de mama. Estudos demonstram um aumento de 10% nos casos a cada 10 gramas de álcool (1 taça de vinho tem em média 14 gramas de álcool).

Faltam estudos nacionais mais abrangentes e, no entanto, sabe-se que o número de casos vem aumentando no Brasil e que o risco é maior em países em desenvolvimento, com diferentes condições sociais, em pessoas obesas e com menor acesso aos programas de saúde.
Para interromper essas estatísticas é importante manter hábitos de vida saudáveis, relacionados com alimentação e estilo de vida, que podem contribuir com uma redução em até 28% no risco de desenvolver a neoplasia.

antonio-frasson

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