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José Casado Por José Casado Informação e análise

São Paulo vence na vacina e deixa Bolsonaro com 68% de rejeição

Nove de cada dez paulistas com mais de cinco anos de idade terminaram a semana completamente imunizados contra o vírus da Covid-19

Por José Casado Atualizado em 20 mar 2022, 05h28 - Publicado em 20 mar 2022, 08h00

É ótima notícia: nove de cada dez paulistas com mais de cinco anos de idade terminaram a semana completamente imunizados contra o vírus da Covid-19.

São mais de 39,1 milhões de pessoas vacinadas com duas doses ou dose única contra o coronavírus, de acordo com dados divulgados ontem à noite. Representam 83,3% da população total do Estado.

A vacinação em São Paulo acontece em ritmo mais acelerado do que nos demais estados. Contando-se os paulistas, o Brasil somava ontem 159 milhões de pessoas totalmente imunizadas, o equivalente a 74% da população.

Se fosse um país, São Paulo estaria no topo do ranking mundial de prevenção, como observou Regiane de Paula, responsável pelo plano estadual de imunização.

Não é pouco. Sobretudo, quando se se olha pelo retrovisor os últimos 21 meses de pandemônio na pandemia.

Na virada do primeiro semestre de 2020, o Instituto Butantan apresentou ao Ministério da Saúde a primeira oferta de uma vacina, a Coronavac, em associação com a Sinovac, da China. Renovou a proposta por duas vezes, entre junho.

O Butantan ficou seis meses sem receber resposta da Saúde. Tudo porque Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, achou que produzir vacina em São Paulo, em plena pandemia, poderia ajudar a inflar a candidatura presidencial do adversário João Doria, governador paulista.

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Bolsonaro foi além: em paranoia cloroquínica, insultou a China, principal cliente de commodities brasileiras — grãos e minério de ferro. Com isso, dividiu a base empresarial que o havia apoiado na eleição de 2018.

Doria seguiu em frente, venceu a sabotagem bolsonarista e produziu a Coronavac. Como candidato presidencial ainda patina (em torno de 5% da preferência nas pesquisas) confirmando a condição de um bom enigma a ser desvendado pela ciência política.

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./Reprodução

Bolsonaro ficou no caminho, enredado numa sonora reprovação do eleitorado paulista.

“Na sua opinião, o presidente Jair Bolsonaro merece ser reeleito?” — perguntaram pesquisadores da Quaest/Genial, na primeira quinzena deste mês, a 1,6 mil pessoas no Estado.

Resultado: “Não”, 68%; “Sim”, 29%.

A sete meses da eleição, ele está com uma taxa de rejeição oito pontos percentuais acima da votação  que recebeu no Estado de São Paulo no segundo turno de 2018. Saiu de 60% de aprovação nas urnas diretamente para 68% de repúdio do eleitorado. Uma proeza.

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