Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
José Casado Por José Casado Informação e análise

Salada mineira: Pacheco, candidato do PSD, indica líder de Bolsonaro

O PSD sonha com o senador Pacheco na disputa presidencial, e ele acaba de indicar o futuro líder de Bolsonaro no plenário do Senado  

Por José Casado Atualizado em 21 jan 2022, 04h10 - Publicado em 21 jan 2022, 08h00

O PSD é um enigma que vai completar onze anos em fevereiro. “Não será um partido de direita, não será de esquerda, nem de centro”, anunciou Gilberto Kassab, presidente do partido, na fundação em 2011, quando era prefeito de São Paulo. A profecia se renova.

Hábil negociador, há meses Kassab lança e relança a candidatura presidencial de Rodrigo Pacheco, que comanda o Senado.

Em tese, a candidatura do senador mineiro teria potencial de unir Minas Gerais, segundo maior colégio do país, o que aumentaria o cacife do seu partido nesta temporada eleitoral. Pacheco reluta.

Não sendo de direita, de esquerda nem de centro, o PSD se mantém aberto a negociações.  Kassab tem conversado com Lula. Pacheco negocia com Bolsonaro, com ajuda do filho-senador do presidente, Flávio.

É impossível dizer se Kassab vai conseguir convencer Pacheco a entrar na presidencial. Já se sabe, no entanto, que o próximo líder do Governo Bolsonaro no Senado deve sair dos quadros do PSD de Kassab. E por indicação de Pacheco.

Continua após a publicidade

Trata-se de Alexandre Silveira, advogado, ex-delegado de polícia, ex-deputado federal e suplente do senador Antonio Anastasia.

Ex-governador de Minas, Anastasia foi indicado por Pacheco para uma poltrona no Tribunal de Contas da União.

Acabou escolhido pelo Senado, presidido por Pacheco, com votos decisivos da bancada que apóia o governo Bolsonaro.

Anastasia assume no TCU em fevereiro e abre vaga para o suplente Silveira, que ontem foi convidado por Bolsonaro para ser o líder do governo no Senado.

Há sete anos Silveira preside o PSD em Minas. Quando Pacheco assumiu a presidência do Senado, entregou a Silveira a diretoria jurídica da Casa. Com o apoio de Anastasia.

Minas é um grande acordo político. Mas vai ser difícil para Kassab ou Pacheco explicar essa salada  mineira: como e porque  o PSD, que pretende disputar a presidência da República, terá um dos seus 12 senadores como  porta-voz do governo Bolsonaro no plenário do Senado.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês