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Informação e análise

Pesquisas mostram que perspectiva de crise vai influenciar o voto

Sinais de dificuldades crescentes na economia estagnada ficaram mais perceptíveis na quebra de redes de varejo popular

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 ago 2026, 08h00 | Atualizado em 25 ago 2026, 10h47
Pesquisas mostram que perspectiva de crise vai influenciar o voto Priorizar nos meus resultados Google

Faltam quarenta dias para a primeira rodada de votação, informa o calendário. Chega-se à reta final das eleições com a novidade de que, por enquanto, o cenário é basicamente o mesmo de seis meses atrás.

Metade do eleitorado ainda não menciona espontaneamente em qual candidato à presidência da República pretende votar no dia 4 de outubro.

Quando incentivados a escolher numa lista de candidatos, destacam Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Eles são preferidos por maioria relativa: Lula leva 40% das intenções de voto; Flávio Bolsonaro fica com 35%, na média.

A cinco semanas do primeiro turno, paradoxalmente, os líderes nas pesquisas continuam recordistas de rejeição eleitoral. Metade do eleitorado diz que não vota neles “de jeito nenhum” há mais de seis meses.

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A disputa parece congelada, em prolongada estabilidade na preferência e na rejeição eleitoral desde março até o início desta semana, que marca a abertura da etapa final da disputa eleitoral.

Gráfico de linhas mostrando a intenção de voto para o primeiro turno de 2026, de março a agosto. Lula (vermelho) e Flávio Bolsonaro (azul-claro) oscilam entre 35% e 40%. Ronaldo Caiado (azul-escuro), Romeu Zema (laranja) e Renan Santos (cinza) permanecem abaixo de 10%. Eventos marcantes são revelação de áudio de Flávio Bolsonaro em maio e novo tarifaço de Donald Trump em julho
(./VEJA)
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É o que mostra o agregador de pesquisas do portal Poder 360, que pondera a média das sondagens realizadas em todo o país por 22 empresas, desde a segunda-feira 2 de março até o último domingo 23 de agosto.

É muito provável que essa imobilidade comece a mudar a partir da semana que vem, em consequência do ritmo mais veloz da campanha com uma intensa propaganda no rádio, na televisão e na internet.

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Gráfico de linhas mostrando a percepção da economia brasileira entre março e agosto de 2026. A linha vermelha (Ruim/Péssima) varia de 53% a 50%, a amarela (Regular) de 30% a 32%, e a azul (Ótima/Boa) de 16% a 17%, indicando predominância de sentimento negativo
(./VEJA)

No panorama dos últimos seis meses predomina o sentimento de estagnação da economia. É a avaliação de metade do eleitorado, informa a Nexus em pesquisa divulgada nesta segunda-feira (24/8). Significa que a decisão de voto tende a ocorrer num ambiente de insegurança econômica, ou seja, a perspectiva de crise vai influenciar a votação.

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Sinais de dificuldades crescentes na economia estagnada, e com uma taxa de juros das mais altas do planeta, ficaram ainda mais perceptíveis na quebra de redes de varejo popular (Casas Bahia e Marabraz, entre outras), referenciais na concessão de crédito para consumo à maioria pobre e residente na periferia das maiores cidades.

Tabela de pesquisa Datafolha sobre a aprovação do governo Lula, mostrando que eleitores com renda acima de 2 salários mínimos e não PEA desaprovam mais o trabalho do presidente e consideram o governo ruim ou péssimo
(./VEJA)
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A perspectiva de crise deve empurrar os candidatos à presidência a uma situação que, até agora, eles têm conseguido evitar: apresentar propostas coerentes e consistentes para que o país deixe de ser a fábrica de pobreza que se tornou em décadas de economia estagnada, prisioneira da baixa renda.

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