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José Casado Por José Casado Informação e análise

Medo do vírus e da morte na pandemia é fator eleitoral

Temor é real, está disseminado e tende a condicionar o voto em outubro: 71% dos eleitores declaram ter "um pouco" ou "muito medo" da crise pandêmica

Por José Casado Atualizado em 15 jan 2022, 13h43 - Publicado em 15 jan 2022, 09h00

Entre as peculiaridades das eleições deste ano destaca-se a preocupação do eleitorado com a evolução da pandemia.

O medo do vírus, da doença e da morte é real, está disseminado e tende a condicionar o voto em outubro: 71% dos eleitores declaram ter “um pouco” ou “muito medo” da crise pandêmica, de acordo com  pesquisa do Ipespe divulgada ontem. As entrevistas foram feitas entre os dias 10 e 12, o que reflete o estado de espírito coletivo com a escalada da variante ômicron do coronavírus.

Outro aspecto relevante é o interesse no processo eleitoral: 65% estão atentos à disputa presidencial, 56% acompanham os embates pelos governos estaduais e 52% as eleições legislativas.

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Ipespe, janeiro 2022/VEJARIO

Notável, também, é a expectativa sobre um eventual governo de Lula ou de Jair Bolsonaro, em reeleição. O instituto quis saber como os eleitores acreditam que governariam, a partir de duas opções de resposta: “Para todos” e “Apenas para seus eleitores”.

Lula faria um governo “para todos”, responderam 60%. Bolsonaro governaria “apenas para os seus eleitores”, disseram 51%.

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Ipespe, janeiro 2022/VEJA
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