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José Casado Por José Casado Informação e análise

No PT, revogar é viver

Crédula na vitória, parte da cúpula gasta mais tempo na discussão sobre o formato de um futuro governo do que sobre a eleição do presente

Por José Casado Atualizado em 14 jan 2022, 12h37 - Publicado em 14 jan 2022, 09h00

Boa parte da cúpula do PT está convencida de que a eleição presidencial está decidida, e Lula assume no dia 1º de janeiro de 2023. O entusiasmo deriva do favoritismo nas pesquisa eleitorais.

Pelo calendário, faltam oito meses e meio para o primeiro turno eleitoral. Em política isso é uma eternidade, mas para parte dos petistas o tempo já é mero detalhe.

Por isso, atualmente gasta-se mais tempo no partido em discussões sobre o formato de um futuro governo do que sobre a eleição do presente.

Sobram planos, basicamente divididos em dois eixos: revogações, ou revisões do passado, e novos projetos, as propostas antigas que não avançaram nos governo Lula e Dilma.

Para muitos no PT, revogar significa reviver. A lista das anulações projetadas tem foco central na economia. Inclui, legislação trabalhista, teto de gastos públicos, privatizações e autonomia do Banco Central, entre outras coisas.

Na relação de novos projetos destaca-se a criação de um novo banco público, em consórcio com Argentina, Chile, Peru, Bolívia. Discute-se um eventual convite à Venezuela.

Um toque de realismo surge num aspecto consensual: tudo vai depender dos eleitores.

Só faltam 34 semanas.

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