APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

🗳️ Fique por dentro das eleições, pesquisas e análises com Veja Digital por apenas R$ 1,99/mês. Assine agora!
Imagem Blog

José Casado

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Informação e análise

Lula e Flávio Bolsonaro empatam até no medo que eleitores dizem ter deles

Custo de vida, violência e corrupção embaralham a disputa presidencial

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 set 2026, 08h00 | Atualizado em 8 set 2026, 08h04
Lula e Flávio Bolsonaro empatam até no medo que eleitores dizem ter deles Priorize VEJA no Google

As pesquisas desta primeira semana de setembro fundamentam uma certeza: está mais fácil imaginar um epílogo para a crise do Supremo Tribunal Federal do que um desfecho para a eleição presidencial dentro de 26 dias, no domingo 4 de outubro.

Prevalece um clima de frustração, registra a pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda-feira (7/9).

Nove em cada dez eleitores têm certeza de que o custo de vida subiu tanto ou mais que a renda da sua família no último ano.

Gráfico de linhas sobre a sensação de vulnerabilidade com o aumento do custo de vida. Em setembro, 33% dos entrevistados disseram que a renda aumentou tanto quanto o custo de vida, e 33% que a renda não aumentou. 21% afirmaram que a renda aumentou menos que o custo de vida, e 10% que a renda aumentou mais. 3% não souberam ou não responderam
(./VEJA)

E isso é notável, principalmente, porque pouco mais de dois terços (64%) admitem ter percebido aumento da renda pessoal ou familiar nesse mesmo período.

Continua após a publicidade

A sondagem mostra ampla maioria do eleitorado em situação de vulnerabilidade na reta final da temporada eleitoral. Um dos fatores decisivos para o voto tende a ser a erosão da renda.

Ela se reflete, por exemplo, na alta do endividamento das famílias — chegou a 82% em agosto, segundo a confederação do comércio. E é alavancada por uma das taxas de juros mais altas do planeta.

A sensação de instabilidade econômica está aumentando (subiu de 16% para 19%). Ainda assim, figura em segundo lugar na lista das maiores preocupações dos eleitores.

Continua após a publicidade

Ao lado se destaca a percepção de aumento da corrupção — impulsionada pelas revelações sobre a extensão da rede de proteção montada no governo, no Congresso e no Judiciário pelo antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso por fraudes bilionárias.

No topo, com um terço das citações, segue a insegurança pública, traduzida nos altos índices de violência urbana.

Gráfico de linhas mostrando a queda de aprovação de Lula entre os mais pobres. A aprovação (linha verde) caiu de 59% para 52%, enquanto a desaprovação (linha azul escura) subiu de 35% para 39% entre agosto e setembro. A linha azul clara representa Não Sabe/Não Respondeu, subindo de 6% para 9%
(./VEJA)
Continua após a publicidade

Até agora, as pesquisas se repetem ao indicar uma direção — a da insuficiência das propostas do governo e da oposição para aumentar a sensação de segurança nas ruas e de previsibilidade na vida econômica dos eleitores.

É ruim para o governo, que já sente efeitos da corrosão no apoio dos eleitores mais pobres com renda até dois salários-mínimos (3.242 reais por mês).

Segundo a Quaest, nas últimas três semanas houve queda de sete pontos percentuais (de 59% para 52%) na aprovação de Lula nesse estrato do eleitorado.

Continua após a publicidade
Gráfico de linhas mostrando o Empate no medo dos eleitores entre janeiro e setembro. A linha preta representa o medo de Bolsonaro, a vermelha, o medo de Lula. Em setembro, ambos estão em 43%. Linhas inferiores mostram Tenho medo dos dois (amarela), NS/NR (cinza) e Não tenho medo de nenhum (azul), com 7%, 5% e 2% respectivamente em setembro. Fonte: Pesquisa Quaest/Rede Globo/O Globo
(./VEJA)

Mas, também é ruim para a oposição que ainda não apresentou propostas coerentes e consistentes para mitigar a insegurança pública, a instabilidade econômica ou mesmo o sentimento de aumento da corrupção.

Num exemplo, o candidato Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, vai completar três meses sem esclarecer em detalhes – como anunciou — suas transações com o antigo dono do Master que renderam dezenas de milhões de dólares, supostamente para pagar a cinebiografia do seu pai.

Continua após a publicidade

O resultado é o empate de Lula e Flávio Bolsonaro na rejeição de metade dos eleitores e até no medo declarado por uma parcela expressiva (43%) de mais um governo Lula ou da volta da família Bolsonaro ao poder.

Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Multidão de pessoas em protesto na rua, com prédios e árvores ao fundo. À esquerda, texto branco UM PAÍS SE FORTALECE COM INFORMAÇÃO em fundo preto. À direita, texto Jornalismo de qualidade para entender o Brasil, o mundo e tomar decisões mais conscientes. e a palavra veja em vermelho, junto a várias capas da revista Veja em perspectivaMultidão de pessoas de costas, com braços levantados, em uma rua urbana com prédios altos e árvores. À direita, várias capas da revista Veja com diferentes manchetes e imagens.
OFERTA ESPECIAL ELEIÇÕES

Digital Eleições

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês*
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).