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Informação e análise

Flávio Bolsonaro ainda está longe do desempenho do pai contra Lula no Sul

Pesquisas Quaest mostram que candidato do PL lidera, mas não empolga eleitorado sulista como seu pai fez em 2022

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 ago 2026, 08h00 | Atualizado em 27 ago 2026, 13h43
Flávio Bolsonaro ainda está longe do desempenho do pai contra Lula no Sul Priorizar nos meus resultados Google

O sobrenome Bolsonaro tem peso específico na região Sul, onde a extrema-direita avançou enrolada na bandeira do antipetismo. Porém, o candidato Flávio Bolsonaro ainda enfrenta dificuldades com o legado político do pai no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Nesses três estados vivem 22,8 milhões de eleitores. Oito em cada dez votaram na última disputa presidencial, em 2022. E deram 60% dos votos válidos a Jair Bolsonaro, reconhecido como o candidato antiLula.

Flávio Bolsonaro ainda parece distante do desempenho eleitoral do pai, que o escolheu candidato à presidência pelo Partido Liberal. As pesquisas Quaest sobre tendências de voto nos três estados do Sul mostram que ele está à frente de Lula, com larga vantagem, mas está imobilizado no patamar de 40% das intenções de voto.

O cenário mais favorável é o de Santa Catarina, que abriga quatro milhões de eleitores.

Gráfico de barras mostrando a preferência eleitoral em Santa Catarina. Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 45%, seguido por Lula (PT) com 20%. Outros candidatos têm 4% ou menos. Indecisos somam 13% e Brancos/Nulos 8%. A pesquisa Quaest/TV Globo/NC Comunicações entrevistou 804 pessoas em agosto de 2006, com margem de erro de 3 pontos percentuais
(./VEJA)
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Gráfico de barras horizontais mostrando a avaliação do governo Lula entre catarinenses por gênero. Mulheres: 21% positivo, 19% regular, 59% negativo, 1% NS/NR. Homens: 20% positivo, 19% regular, 60% negativo, 1% NS/NR. Fonte: Pesquisa Quaest/TV Globo/NC com 804 entrevistas em agosto de 2006
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Sete em cada dez catarinenses desaprovam o governo Lula. E menos da metade do eleitorado (45%) declara intenção de voto em Flávio Bolsonaro.

Ele está desidratado, se comparado ao pai que alcançou 69% dos votos em 2022.

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Ainda assim, conseguiu catalisar o antipetismo: é favorito com 25 pontos à frente de Lula, que se mantém num patamar (20%) abaixo da votação (30,7%) obtida em 2022.

Retrato similar surgiu em pesquisa no Paraná, onde vivem seis milhões de eleitores.

Gráfico de barras horizontais mostrando o cenário da eleição presidencial no Paraná. Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 41%, seguido por Lula (PT) com 23%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Zema (NOVO) 3%, e Renan Santos (MISSÃO) 2%. Outros candidatos têm 1% ou 0%. Indecisos somam 17% e Branco/Nulo/Não vai votar 7%. A pesquisa Quaest/TV Globo/Rede Paranaense entrevistou 804 pessoas em agosto de 2006, com margem de erro de 5 pontos
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Gráfico de linhas mostrando a avaliação do governo Lula no Paraná, separado por gênero. A linha vermelha indica avaliação negativa, a azul positiva, a amarela regular e a cinza NS/NR. A avaliação negativa é predominante em ambos os grupos, com picos em fevereiro de 2005. A avaliação positiva e regular oscilam, mas se mantêm abaixo da negativa. A pesquisa foi realizada em agosto de 2006
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Dois terços reprovam o governo Lula. Flávio Bolsonaro é o favorito nas intenções de voto (42%), com dianteira de 18 pontos em relação a Lula (24%).

O candidato do Partido Liberal, aparentemente, até agora não conseguiu empolgar o eleitorado paranaense, que há quatro anos deu ampla maioria de votos (62,4%) a Jair Bolsonaro.

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O quadro está balanceado no eleitorado de 6,6 milhões do Rio Grande do Sul.

Gráfico de barras mostrando o equilíbrio na disputa presidencial no Rio Grande do Sul. Flávio Bolsonaro (PL) tem 34%, Lula (PT) 28%, Ronaldo Caiado (PSD) 3%, Zema (NOVO) 2%, Renan Santos (MISSÃO) 2%, Escritor Augusto Cury (AVANTE) 2%, Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA) 1%. Outros candidatos têm 0%. Indecisos somam 18% e Branco/Nulo/Não vai votar 10%
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Gráfico de linhas mostrando a avaliação do governo Lula no Rio Grande do Sul, dividido por gênero, de fevereiro a agosto de 2006. Mulheres: avaliação negativa variou de 48% a 39%, positiva de 21% a 26%, e regular de 30% a 31%. Homens: avaliação negativa de 57% a 49%, positiva de 17% a 24%, e regular de 25% a 24%
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A desaprovação (55%) do governo Lula é expressiva, porém, um pouco menos intensa do que se percebe nos vizinhos sulistas.

A sondagem da Quaest mostra uma disputa equilibrada, com virtual empate entre Flávio Bolsonaro (34%) e Lula (29%).

A vantagem gaúcha do candidato do PL é de apenas cinco pontos. Contrasta com a liderança de 12 pontos consolidada por Jair Bolsonaro na vitória estadual (56,3%) contra Lula (43,6%) em 2022.

A cinco semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro consegue ser reconhecido como alternativa da extrema-direita ao antipetismo na região Sul. Mas, comparado ao pai, ainda está longe de liderar efetivamente esse reduto tradicional do conservadorismo.

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